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Saúde
Segunda - 02 de Setembro de 2002 às 23:32

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Por Merritt McKinney

NOVA YORK (Reuters Health) - A dor no peito é um importante sinal de enfarte, mas não é o único. Em um novo estudo com mais de 700 pacientes tratados por causa de um ataque cardíaco, quase a metade chegou ao pronto-socorro devido a outros sintomas além de dor no peito.

"Descobrimos que frequentemente os enfartes ocorrem com outros sintomas além de dor no peito", disse o principal autor da pesquisa, Jeffrey A. Tabas, da Universidade da Califórnia, em San Francisco, à Reuters Health.

Quarenta e sete por cento dos pacientes tiveram outros sintomas primários além de dor no peito: falta de ar (17 por cento), parada cardíaca (7 por cento), tontura, fraqueza ou desmaio (4 por cento), dor abdominal (2 por cento) e outros sintomas (17 por cento).

De acordo com Tabas, a taxa das chamadas apresentações atípicas de enfarte no estudo foi muito mais elevada do que os 33 por cento verificados em pesquisas com a população geral.

Tabas ressaltou que o estudo foi conduzido em um hospital público urbano e disse que a maior taxa poderia refletir o fato de que os pacientes de um hospital público estão mais propensos a ter uma barreira de linguagem, problemas de saúde mental e problemas com drogas e álcool.

"Enquanto o público recebeu extensa educação para reconhecer a dor no peito como a principal característica de um enfarte, a área médica precisa perceber e depois educar o público que outros sintomas podem ser preocupantes da mesma forma, como falta de ar ou fraqueza ou tontura", afirmou Tabas.

As descobertas estão publicadas na edição de agosto de Annals of Emergency Medicine.

O pesquisador de San Francisco informou que a equipe não acompanhou todos os pacientes com falta de ar, por isso não é possível dizer com que frequência esse é o principal sintoma de um enfarte.

Com base no estudo, segundo ele, "se você tiver esses sintomas, deve considerar ir ao pronto-socorro".

Os pesquisadores analisaram todos os pacientes admitidos em um hospital público por enfarte durante cinco anos, com final em 1998. Eles revisaram os registros médicos dos pacientes para identificar o sintoma primário na chegada ao pronto-socorro.

A equipe descobriu que o risco da principal queixa ser outro sintoma além de dor no peito aumentou com a idade. Os pacientes com mais de 84 anos tinham o menor risco de ter dor no peito. E as mulheres estavam mais propensas do que os homens a sofrer um enfarte sem sentir dor no peito.

Fonte: Annals of Emergency Medicine 2002;40:180-




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