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Astronomia
Quinta - 30 de Outubro de 2003 às 08:15

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Uma pesquisa Publicada hoje na revista científica britânica Nature revela que um buraco negro "supermaciço" está em rotação a grande velocidade no centro de nossa galáxia. Trata-se de Sagitário A¥ (ou pela abreviação, Sgr A¥), como é conhecido o gigante negro. Ele está a 26 mil anos-luz da Terra, no coração da Via Láctea.

Em maio deste ano, o astrofísico alemão Reinhard Genzel, do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre em Garching, localizou um poderoso feixe de radiação infravermelha emitido do centro do buraco negro com duração de 30 minutos.

Um mês depois, em junho, sua equipe identificou outro feixe, desta vez com duração de 85 minutos e picos aos 14 e 17 minutos. Um outro feixe idêntico foi localizado no dia seguinte, saindo de um ponto muito próximo do original.

Genzel acredita que a ocorrência regular indica uma radiação que surge de bolsas de gás capturadas perto da boca do buraco negro, conhecido como "horizonte eventual".

"Se a periodicidade (de 17 minutos) decorre da modulação relativista de gás orbitante, a emissão deve vir de fora do horizonte eventual e o buraco negro deve estar fazendo a rotação em cerca de metade da velocidade máxima possível", disseram os autores do estudo.

Evidências indiretas sobre a existência do Sgr A¥ foram levantadas pela primeira vez em 2000, quando astrônomos descobriram algumas estrelas que faziam rotações rápidas numa órbita apertada em volta de algum fenômeno na constelação de Sagitário.

Acredita-se que o Sgr A¥ tenha 3,6 milhões de vezes a massa do nosso Sol, sendo considerado pequeno para os padrões dos "supermaciços". Já foram descobertos "supermaciços" no centro de outras galáxias até mil vezes maiores que o Sgr A¥. A equipe de Genzel usou o supertelescópio VLT (Very Large Telescope) europeu, instalado no Deserto do Atacama, no Chile.

Buracos negros estão entre as forças mais extraordinárias e enigmáticas do Universo.
Acredita-se que sejam resultantes da morte de estrelas gigantes que ficaram sem combustível e implodiam, criando um corpo de gravidade extremamente intensa da qual nada, nem mesmo a luz, pode escapar.



*Com agências internacionais




URL Fonte: http://homenews.com.br/noticia/1618/visualizar/