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Tecnologia
Terça - 25 de Novembro de 2003 às 06:29

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A Universal Telecom, prestadora de serviços de banda larga via rádio para o mercado corporativo, anunciou nesta segunda-feira o início da operação em 10,5 GHz em São Paulo. A empresa, controlada pela norte-americana Kotek Associates, está investindo R$ 12 milhões para migrar sua rede para a tecnologia nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais, conforme licenças concedidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

De acordo com o presidente da Universal, Luiz Kotek, a empresa detém ainda licença de SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) e vai focar, inicialmente, a transmissão de dados. "Em 90 dias já estaremos oferecendo voz sobre IP e videoconferência, uma vez que há banda para isso", afirma o executivo. Até setembro, o pacote de serviços 10.5 GHz estará disponível em municípios mineiros e fluminenses e no interior de São Paulo.

A inexistência de um concorrente que opere na mesma tecnologia, principalmente em São Paulo, é o maior argumento da empresa para justificar as projeções. "Estamos sozinhos em uma área com muito potencial", reforça o executivo. A empresa conta com cerca de 100 torres instaladas em sua área de cobertura, dez das quais com pontos para transmissão em 10.5 GHz.

A Universal Telecom foi constituída no País em 1999 com o objetivo de prestar serviços de comunicação de dados para o mercado corporativo. Até a obtenção da licença para operar na faixa de 10.5 GHz - a empresa venceu a concorrência pelo preço mínimo, R$ 2,68 milhões - a Universal utilizava a banda de 5.8 GHz, que não é licenciada. Desde então, instalou 100 torres na mesma região em que vai oferecer a nova tecnologia e arrematou 200 clientes. No ano passado, o faturamento da empresa foi de R$ 3,5 milhões.

"Homenagem"

De acordo com Kotek, a Kotek Associates é constituída por um grupo de investidores norte-americanos e ingleses, do qual ele não faz parte, que detém participação em outras empresas internacionais de telecomunicações. O executivo, entretanto, não soube citar em quais operações o grupo também investe. "Eles usaram meu sobrenome para, quem sabe, fazer uma homenagem", explica.

Atrair a atenção do grupo de investidores para o País, de acordo com Kotek, não foi fácil. "Eles temiam a burocracia, mas tudo foi muito claro e transparente", diz o executivo, referindo-se ao processo de licitação da faixa de freqüência. Feito o aporte, foram estabelecidas metas para a operação. Até o final do ano que vem, a Universal deve ter em carteira cerca de 1 mil clientes e faturamento de R$ 7,5 milhões. "Essa é uma previsão conservadora", adianta.






Agência Estado




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