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Tecnologia
Quinta - 01 de Agosto de 2002 às 20:26

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(Reuters)-LONDRES - Primeiro eles ficaram mais largos, depois mais planos. Agora, os televisores vão ficar flexíveis.

Aparelhos de TV que lembram os relógios derretidos das paisagens surreais de Salvador Dali estão se tornando possíveis graças a um maravilhoso composto plástico aperfeiçoado nos laboratórios da Cambridge Display Technology (CDT).

"É possível efetivamente imprimir televisores", afirma o diretor executivo da CDT, David Fyfe. "A impressão pode ser feita em folhas de plástico quase tão finas quanto o papel".

Os televisores do futuro poderão ser enrolados para longe de nosso campo de visão como as atuais telas para projetores, e custarão o preço de uma TV comum. A tecnologia é possível graças à descoberta, em 1989, do composto p-fenilene-vinilene, que emite um brilho amarelo-esverdeado quando recebe uma carga elétrica. Experimentos feitos na década seguinte permitiram que o material emitisse também luz vermelha e azul. Nascia a TV "de dobrar".

O mercado para telas emissoras de luz deve crescer de US$ 20 a 25 milhões em 2002 para mais de US$ 3 bilhões em 2005, e as telas de Polímero Emissor de Luz desenvolvidas pela CDT devem controlar boa parte disso. "Acredito que a produção comercial está muito próxima agora", disse Fyfe, acrescentando que o último obstáculo - encontrar um filme flexível capaz de proteger os componentes sensíveis da corrosão pelo vapor d'água e o oxigênio - já está quase superado. "Sendo bastante realista, teremos displays flexíveis por volta de 2004 ou 2005", acrescentou.

"Há apenas quatro semanas, a Philips demonstrou uma tela totalmente de plástico, - algo incrível - com apenas 50 milionésimos de polegada de espessura", disse Fyfe. "Se conseguirmos criar um plástico fino o bastante, poderemos de fato criar TVs dobráveis".

As gigantes japonesas da fabricação de TVs - Sony, Hitachi e Toshiba - estão liderando a corrida para pôr esta tecnologia no mercado. Mas logo atrás vêm os militares, que imaginam mapas dobráveis do campo de batalha alimentados por satélite. "Eles estão interessados em aliviar cada grama que puderem dos bolsos dos soldados", disse Fyfe. Com o toque de um botão, o dispositivo pode emitir luz infravermelha para ser usado em operações noturnas secretas.

No mercado de equipamentos domésticos, TVs, gigantescos murais animados e uma nova onda de carregadores de bateria dobráveis são apenas algumas das aplicações a caminho. "Acho que veremos muitas inovações", disse Fyfe. "As pessoas falam em displays que podem ser costurados na forma de roupas. Será que algum dia haverá um mercado de massa para isso? Eu duvido. Mas alguém certamente vai tirar proveito disso".





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