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Telecomunicações
Sexta - 23 de Janeiro de 2004 às 08:20

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Num mercado em que a base de assinantes cresce, mas a receita média por cliente diminui, as operadoras celulares procuram agregar novos serviços à sua rede. Um dos mercados mais promissores, na visão das empresas, é o monitoramento de veículos. O sistema funciona assim: usando um sistema via satélite, chamado GPS, o veículo é localizado, e as informações são transmitidas, via rede celular, para uma central, que torna disponível, via internet, as informações ao dono do veículo. Além de consultar as informações, o usuário pode enviar comandos como o de bloqueio, em caso de roubo do veículo.

Como alternativa ao celular para a comunicação das coordenadas do veículo para a central, existe o satélite, mais caro. "Por dia, o cliente gasta menos de R$ 4 de celular para cada caminhão", explica o diretor da Ariasat, Delfim Pinto. "Se fosse via satélite, seria quatro ou cinco vezes mais caro."

Do ponto de vista da operadora, o negócio é bem atraente. Um cliente pré-pago traz em média R$ 20 mensais de receita para a operadora. Já um caminhão com rastreamento via satélite gera cerca de R$ 120. "Entre os serviços de comunicação de dados, o rastreamento é o que deve gerar mais negócios", afirmou o gerente de Mercado Corporativo da TIM São Paulo, Angelo Rizzi.

A Ariasat usa a rede de internet rápida sem fio da TIM para prestar serviços. A empresa lançou seu sistema via celular em dezembro e espera vender 2 mil unidades neste semestre. No sistema antigo, via satélite, a empresa tem cerca de 1,7 mil clientes.

A Omnilink, que já fabrica equipamentos para monitorar veículos por celular há cinco anos, lançou no ano passado dois sistemas que usam a rede de internet rápida sem fio: um deles serve para clientes da Vivo e outro para outras operadoras, como a TIM e a Claro.

Segundo o diretor da Omnilink, Cileneu Nunes, as redes celulares de banda larga permitem que o usuário verifique as coordenadas do veículo em períodos muito curtos, como de dois em dois minutos ou de cinco em cinco minutos, o que seria inviável com a comunicação via satélite ou com a própria rede de voz do celular. "Estamos desenvolvendo soluções para que o dono da carga também possa consultar a localização, e não somente o do caminhão", explica Nunes.

"Muitos projetos, em que a conta não fechava somente com a questão da segurança, agora podem sair do papel com os novos recursos de logística." A Ominilink, que tem cerca de 5 mil rastreadores no mercado, espera vender mais 3 mil este ano.

Apesar de existirem cerca de 1,7 milhão de caminhões no País, somente 60 mil veículos são monitorados via satélite. As empresas do setor estimam que, em três anos, este número pode chegar a 600 mil. "A monitoração de veículos é um nicho de mercado que cresce bastante", explica Guilherme Barreira, diretor corporativo da Claro, que tem entre seus parceiros a Sascar, de Curitiba, que atende a 50 mil clientes de rastreamento. Para Barreira, as principais oportunidades de comunicação de dados estão em outro segmento, que é automação de equipes de campo e de força de vendas.




Agência Estado




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