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Informática
Segunda - 05 de Agosto de 2002 às 22:34

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WASHINGTON (Reuters) - A Microsoft vai revelar centenas de trechos do código de programação do Windows nas próximas semanas para cumprir um acordo antitruste assinado com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos no ano passado, informou a companhia na segunda-feira.

A empresa disse que a publicação do código faz parte de seus primeiros passos para cumprir o acordo que deverá ainda ser aprovado pela Justiça e que ainda enfrenta a oposição de nove Estados, que defendem sanções mais rigorosas.

A Microsoft anunciou que pretende revelar 385 trechos de código e de regras internas do sistema, antes mantidos em segredo, para que programadores fora da empresa possam criar softwares que funcionem no Windows.

"Os desenvolvedores terão maiores escolhas de desenvolvimento ao criar seus programas para o Windows", afirmou a companhia em nota.

Em seu processo contra a Microsoft, o Departamento de Justiça e 18 Estados dos EUA acusaram a companhia de deliberadamente esconder o código do Windows para prejudicar concorrentes.

A Microsoft fechou o acordo com o Departamento de Justiça em novembro. Nove dos dezoito Estados do processo concordaram com ele, mas nove outros solicitaram restrições mais rígidas à juíza federal Colleen Kollar-Kotelly.

Segundo a Microsoft, dos 385 pedaços do código do Windows, 113 são protocolos proprietários, que os fabricantes de servidores poderão licenciar para fazerem com que suas máquinas funcionem melhor com os computadores pessoais que utilizem Windows.

TERMOS UNIFORMES, WINDOWS PERSONALIZADO

Em entrevista a jornalistas, representantes da Microsoft disseram que os novos termos uniformizados para o licenciamento do Windows para fabricantes de computadores entraram em vigor em 1o de agosto.

A companhia também informou que as atualizações do novo Windows XP permitirão a remoção por empresas e consumidores de recursos do sistema operacional como o Internet Explorer, o Windows Media Player e o Outlook Express.

O Departamento de Justiça disse que está revisando os termos de licenciamento para avaliar o cumprimento do acordo.

Os Estados dissidentes do acordo dizem que as soluções oferecidas pelo pacto apresentam brechas e querem obrigar a Microsoft a vender um software mais simples e barato que permita modificações pelos rivais.

A Microsoft afirma que as exigências dos Estados dissidentes prejudicariam os consumidores.

Na segunda-feira, a empresa afirmou que há uma "interface de programação" e um protocolo de servidor que continuarão secretos por razões de segurança.

Em uma decisão de junho de 2001, um tribunal de apelações rejeitou partes das acusações do governo norte-americano, mas manteve uma conclusão de uma instância inferior de que a Microsoft havia usado táticas ilegais para manter o monopólio no mercado de sistemas operacionais.

A Microsoft afirmou à Justiça que seria catastrófico se outras companhias tivessem um acesso mais amplo aos códigos do Windows.

A empresa afirmou que essa ação permitiria a "clonagem" do sistema operacional, o que causaria o fim dos investimentos da Microsoft em pesquisa e desenvolvimento do Windows.





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