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Tecnologia
Terça - 22 de Outubro de 2002 às 09:19

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Rio (Reuters) - A IBM deu mais um passo em direção à criação de computadores capazes de se consertar sozinhos, liberando a mão-de-obra humana para outras funções mais importantes.

Hoje, a companhia vai anunciar a criação da divisão Autonomic Computing (computação independente, em português).

Segundo a Big Blue, a nova divisão concentrará os esforços da empresa para o desenvolvimento de computadores independentes, capazes de se auto consertar. Como parte da divisão de software, a unidade também trabalhará para padronizar esses esforços com softwares de outras empresas.

O termo computação autônoma ou independente foi o nome dado pela IBM para os computadores que incorporam habilidades de se auto diagnosticar, tornando-se independente da mão-de-obra humana.

Nick Donofrio, vice-presidente de tecnologia e fabricação da IBM, disse que a divisão Autonomic Computing transfere a parte complexa do trabalho da computação para longe do usuário.

A IBM lançou uma iniciativa de computação autônoma em sua divisão de pesquisa no segundo trimestre de 2001, tendo por objetivo trazer algumas das características tradicionais dos computadores mainframe para outros sistemas, menos dispendiosos.

Por exemplo, a IBM anunciou que seu software de administração Tivoli e seu banco de dados DB2 incluem capacidades de administração e reparo autônomas e que os mesmos recursos estão sendo adicionados ao sistema de armazenagem de dados Shark.

Esta semana, os dirigentes das unidades de computadores, software e armazenagem de dados da IBM discutirão o plano de automatização quando se reunirem com os vice-presidentes de informação de diversas empresas norte-americanas em Desert Springs, Califórnia.

Com um aumento de apenas alguns pontos percentuais esperado para os orçamentos de tecnologia em 2002, depois da queda registrada em 2001, a IBM disse que planeja economizar dinheiro para os clientes reduzindo o número de pessoas necessário para administrar e consertar sistemas complexos de computação.

Alan Ganek, um veterano da IBM que antes era responsável pela estratégia da IBM Research, chefiará a unidade Autonomic Computing.

Parte de seu trabalho fazer com que os clientes da IBM sintam-se mais confortáveis em deixarem computadores sugerirem conselhos sobre como podem ser melhor utilizados e então deixarem sistemas tomarem decisões sem interferência humana. "Está é a questão e é por isso que nossos clientes querem uma evolução, não uma revolução", afirmou Ganek em entrevista.

Analistas concordam

"As pessoas vão precisar de algum tempo antes de confiarem nesta tecnologia. Eu acho que há alguns impedimentos que não são muito sobre tecnologia --eles são mais sobre psicologia", afirmou Mike Gilpin, um analista do Giga Information Group. "Mas estes desenvolvimentos serão muito bem vindos se realmente funcionarem. Isso ainda precisa ser visto."





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