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Tecnologia
Quarta - 23 de Outubro de 2002 às 11:25

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Por Tina Szabados, com agências internacionais

Pesquisadores da Sharp, em parceria com o Laboratório de Energia em Semicondutores, desenvolveram o primeiro circuito impresso e completo - inclusive com processador central - em nada mais nada menos que uma placa de vidro!

A tecnologia, demonstrada em Tóquio na última terça-feira e batizada de Grão Contínuo de Silício (CGS), permitirá a fabricação de monitores e computadores com apenas poucos milímitros de espessura.

A empresa calcula que até 2005 produtos que empreguem esse circuito estejam no mercado, talvez até como um "cartão de tela" capaz de armazenar dados e ser carregado para uso com diversos aparelhos, de máquinas de jogos a celulares, passando pelo automóvel.

Segundo Mikio Katayama, diretor da divisão de telas móveis da Sharp, o cartão-tela teria o tamanho de um cartão de visitas, com função de conexão sem fio e entrada de dados por toque.

A Sharp aposta alto na tecnologia CGS, que possibilita instalar circuitos na tela, economizar espaço, cortar custos de produção e obter uma resolução ultrafina para a exibição de mapas e fotografias.

Um outro motivo para o avanço rápido desta tecnologia é a concorrência entre a Sharp e suas rivais sul-coreanas e taiwanesas, que desfrutam de substanciais vantagens de custo, estão entrando agressivamente no mercado de telas LCD.

A alta na produção dos concorrentes asiáticos reduziu os preços dos painéis de computador de tela plana e reduziu severamente os lucros das fabricantes japonesas de telas.

A novidade tecnologica é a mais recente em uma série de avanços da tecnologia CGS que a Sharp espera manter à frente não só de seus rivais asiáticos mas da tecnologia concorrente, o poli-silício de baixa temperatura, usada para fabricar telas LCD por outros grupos japoneses como a Toshiba e a Sanyo.

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