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Arqueologia
Quarta - 25 de Maio de 2005 às 10:34

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Acredita-se que a rainha de Sabá tenha sido uma das mais poderosas líderes do mundo em sua época, à frente de uma rica e influente nação. Entretanto, há poucas pistas sobre a história dessa nobre figura e não existe nem mesmo um consenso a respeito de onde residiu o império de Sabá.

Uma pesquisadora da Universidade de Toronto, no Canadá, está tentando reverter a situação. Além de ampliar o conhecimento a respeito da rainha citada no Velho Testamento, a museologista Lynne Teather pretende criar um novo museu para estudar e prestar homenagem à importante figura. O local está em uma região no sudoeste da Nigéria.

“Todos os anos peregrinos cristãos e muçulmanos se dirigem a um determinado ponto em Ike-Eri, na Nigéria, para rezar e honrar a rainha de Sabá, também conhecida como Bilikisu Sungbo, entre aqueles que proferem a fé islâmica”, disse Lynne, em comunicado da universidade canadense.

A pesquisadora pretende construir o centro no sítio onde a personagem bíblica teria sido enterrada, ainda que outros estudiosos apontem locais diferentes para o antigo reino, em países como Etiópia, Eritréia ou Iêmen.

“O conhecimento tradicional e as tradições orais sustentam que no local que escolhemos esteve um dia um templo para a rainha. Em parceria com a equipe do Projeto Bilikisu Sungbo, tentaremos não apenas conhecer mais sobre essa fabulosa figura, mas também estabelecer um estudo aprofundado de como poderemos estimular o turismo e a economia da região”, disse Lynne.

Como a região é considerada sagrada, ali não é permitida a escavação. Por conta disso, explica a pesquisadora, outros métodos de pesquisa deverão ser empregados. Um deles é a análise da tradição oral, muito rica em Ike-Eri.

De acordo com a Bíblia, a rainha de Sabá teria tomado conhecimento da grande sabedoria do Rei Salomão e se dirigiu a Jerusalém para conhecer e oferecer presentes ao nobre. Não há, entretanto, registros escritos que comprovem este ou qualquer outro episódio da vida da rainha. Tudo o que se conhece se baseia em tradições orais. Alguns estudiosos do Velho Testamento apontam que o encontro dos reis teria ocorrido em meados do século 10 a.C., durante o reinado de Salomão.



Agência FAPESP




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