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Ciência
Quinta - 02 de Junho de 2005 às 11:08

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Uma pesquisa publicada na revista Nature Genetics mostrou que as células-tronco extraídas de embriões humanos são muito mais estáveis do que cientistas acreditavam.

As células-tronco, que são células ainda sem diferenciação, têm segundo a ciência um potencial de curar doenças como câncer e mal de Parkinson ou males provocados por traumas, já que podem ser transformadas em qualquer tecido (e até órgãos) do corpo humano.

Havia um certo medo de que os genes das células-tronco pudessem passar por mudanças que os tornaria instáveis para corrigir problemas quando as células fossem usadas em uma terapia.

Mas cientistas da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, afirmam que essse temor não tem fundamento. Eles analisaram seis genes de quatro linhagens de células-tronco extraídas de embriões humanos.

"O fato é que elas são mais estáveis do que, por exemplo, células semelhantes extraídas de camundongos, cujos genes sofrem alterações no decorrer do processo", disse Roger Pederson, chefe da pesquisa.

Os cientistas avaliaram apenas células extraídas de embriões humanos descartados devido a abortos. Ainda não se sabe se embriões clonados se desenvolvem nas mesmas condições.

Imprinting

Os cientistas mostravam-se preocupados com fatores bioquímicos, que têm um papel fundamental em controlar a atividade genética da célula durante o seu desenvolvimento e diferenciação.

Esses fatores asseguram, por exemplo, que a atividade dos genes seja balanceada à medida em que sua estrutura física vai mudando.

Como herdamos duas cópias de cada gene, um de cada pai, há um perigo de que a combinação de alguns desses genes se torne, por exemplo, potente demais.

Os fatores bioquímicos controlam o chamado imprinting (mistura) genético. Os cientistas tinham medo de que, uma vez manipuladas em laboratório, essas céulas não se desenvolvessem da forma correta, não crescendo ou crescendo demais - anulando um eventual tratamento.



BBC, em Londres




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