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Arqueologia
Quinta - 06 de Outubro de 2005 às 14:24

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Cientistas brasileiros e chineses encontraram duas novas espécies de répteis voadores de 120 milhões de anos de idade no nordeste da China, disse a equipe de cientistas na quarta-feira. A descoberta será publicada na edição desta semana da revista Nature.
As criaturas pertencem a um grupo de répteis chamados pterossauros, ou lagartos alados, que desenvolveram a habilidade de voar. As descobertas dão aos cientistas mais uma oportunidade de examinar a relação entre pássaros e pterossauros.

"A grande importância da descoberta dessas duas novas espécies de pterossauros é que eram formas que nunca haviam sido registradas antes", disse o cientista Alexander W.A. Kellner, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e um dos investigadores que trabalhou no projeto.

Os fósseis foram desenterrados do sítio de Liaoning, no nordeste da China, onde restos de dinossauros, peixes e espécies primárias de pássaros também foram encontrados. Os fósseis incluem um esqueleto parcial, assim como um crânio e a mandíbula de um réptil deitado em seu lado direito. Os fósseis mostram que os répteis voadores tinham dentes afiados e 2,4 metros de envergadura da asa. Fósseis de cerca de 40 pterossauros e mais de mil pássaros foram encontrados na área.

Os pterossauros viveram entre 228 milhões e 65 milhões de anos atrás. O tamanho deles variava dos de um pequeno pássaro a uma criatura com uma envergadura de asa de até 18 metros. Eles tinham ossos ocos, corpos finos, cérebros grandes, cristas e bicos compridos.

Kellner e colegas na China também compararam a distribuição de répteis voadores e pássaros na área da China onde os fósseis foram descobertos. Eles concluíram que os pássaros eram mais diversos e em maior número que os pterossauros. Os pássaros também tendiam a ficar em regiões longe da costa, enquanto os répteis voadores dominaram as áreas costeiras.

"A conclusão a que chegamos foi a de que, pelo menos em Liaoning, as aves eram predominantes, tanto em quantidade quanto em diversidade, e nossa teoria é de que talvez o que vimos ali (a presença de pterossauros) se repita em outros depósitos", disse Kellner.

Os principais depósitos de pterossauros se encontram em quatro sítios arqueológicos: um na Santana do Cariri (CE) e os outros nos EUA, na Alemanha e na Inglaterra.

"O próximo passo é um trabalho mais refinado de investigação, no qual vamos tentar encontrar fósseis de pterossauros e de aves para ver se uma determina ave estava mais adaptada a uma área e a um pterossauro a outra, além de analisar sua habilidade em encontrar alimentos", disse.

A descoberta das novas espécies foi feita graças a um acordo científico entre Brasil e China, mediante o qual os investigadores dos dois países trabalham em equipe.








Reuters




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