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Informática
Quinta - 23 de Fevereiro de 2006 às 10:27

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Dados da empresa de segurança na Internet Ciphertrust indicam que o número de computadores "zumbis" – invadidos por hackers e usados na distribuição de spam e outros ataques virtuais – está aumentando rapidamente.

"Todos os dias estamos detectando mais de 250 mil computadores que se conectam à internet e enviam emails", disse Paul Judge, diretor de tecnologia da empresa.

"Essas são máquinas novas, que nunca fizeram isso antes", explicou. "Trata-se de uma plataforma de distribuição que está se popularizando entre os hackers."

Segundo Judge, o total de novos "bots" (termo usado para se referir a esses computadores "seqüestrados") chegou a 250 mil por dia em novembro do ano passado e tem se mantido neste nível.

Spam

Pode ser difícil identificar quais micros fazem parte dessas redes de bots, já que alguns são programados para enviar apenas algumas mensagens por hora. Mas, com milhares de computadores conectados à rede, a quantidade de emails indesejados enviados é enorme.

Com o crescimento dessas redes "zumbis", explica Judge, tem haviado uma divisão do trabalho por especialidades.

Algumas pessoas criam as redes, enquanto outras as alugam aos anunciantes. Há ainda os encarregados de escrever o texto do spam, além daqueles que monitoram o spam para tentar impedir que essas mensagens sejam contaminadas com vírus.

De acordo com o pesquisador em segurança Christopher Boyd, do Facetime Security Labs, há guerras na internet envolvendo hackers que controlam diferentes redes de bots.

Uns tentam roubar computadores da rede dos outros, ou mesmo tomar o controle de toda a rede.

A maioria dos zumbis são recrutados por meio de vírus e outros programas de invasão de sistemas, chamados trojans.

Vírus

Guillame Lovet, da equipe de resposta a ameaças na internet da empresa de segurança Fortinet, diz que as estatísticas comprovam que grandes parte dos vírus que circularam na rede em 2005 foram programados para recrutar bots.

Vírus como o MyTob e outros que surgiram na primeira metade do ano passado faziam uma varredura da internet em busca de computadores vulneráveis a serem adicionados às fileiras das redes de zumbis.

Essas redes são usadas por redes de distribuição de pornografia e conteúdo ilegal, envio de phishing (mensagens que tentam ludibriar o internauta a fornecer seus dados bancários ou de cartão de crédito) ou para tirar sites do ar para extorquir seus proprietários pedindo recompensa.

Alguns casos chegaram à Justiça americana, revelando que a atividade dos donos de redes de zumbis pode ser bastante lucrativa.

As autoridades dos Estados Unidos acusam o californiano Christopher Maxell e dois cúmplices de terem embolsado US$ 100 mil ao bombardear computadores com anúncios em formato pop-up (pequenas janelas que se abrem automaticamente no navegador).





BBC, em Londres




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