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Sexta - 10 de Março de 2006 às 09:19

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O Cabo Horn, na Terra do Fogo chilena, é o ponto mais meridional da América do Sul. Conhecido e temido por navegadores há séculos, combina diversos fatores que o tornam uma das mais arriscadas regiões para navegação em todo o mundo.

Ventos extremamente fortes são exacerbados pelo efeito de funil provocado pelos Andes e pela península Antártica, que atiram embarcações ao temido Estreito de Drake. Tais ventos, associados a ondas que alternam formações breves com outras que podem chegar a 30 metros, tornam a travessia especialmente difícil para barcos a vela.

Outro grande perigo é o gelo dos traiçoeiros icebergs que se colocam no caminho sem que ninguém os perceba, até ser tarde demais. Para evitar esse problema, os competidores da Volvo Ocean Race, a volta do mundo em barcos a vela que começou em novembro, contaram desta vez com uma ajuda providencial.

Com informações recebidas de satélites, as embarcações, entre as quais o Brasil 1, de Torben Grael e Alan Adler, conseguiram cruzar o Cabo Horn com segurança na quarta perna da competição, etapa que termina na semana que vem no Rio de Janeiro.

Dados obtidos por sistemas de radar nos satélites Envisat, da Agência Espacial Européia (ESA), e Radarsat-1, da Agência Espacial Canadense (CSA), foram submetidos a um programa de computador. Em seguida, os resultados, que incluíam informações sobre localização, tamanho e até mesmo formas dos icebergs, foram passados aos competidores. Com isso, os velejadores puderam escolher as melhores rotas pela região no sul do Chile.

Um dos maiores desafios da vela mundial, a Volvo Ocean Race leva os competidores a uma volta ao mundo em seis meses. A previsão é que a etapa 2005-2006 termine em 17 de junho, na Holanda.

Mais informações: www.volvooceanrace.org e www.brasil1.com.br










Agência Fapesp




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