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Arqueologia
Quinta - 06 de Abril de 2006 às 07:21

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Arqueólogos descobriram uma gigantesca pirâmide pré-hispânica de 1.500 anos em um bairro de classe operária da Cidade do México, após a realização de escavações em uma colina que todos os anos é usada para a encenação da crucificação de Jesus.

A pirâmide tem o mesmo tamanho de base da gigantesca Pirâmide da Lua, situada no renomado sítio arqueológico de Teotihuacán, a uma hora de carro da capital.

O arqueólogo Jesus Sanchez disse na quarta-feira que a última descoberta foi erguida pelas mesmas pessoas que construíram Teotihuacán, entre 400 e 500 d.C., e há provas de que foi usada para propósitos cerimoniais.

"A estrutura está protegida porque está 60 cm abaixo da terra", disse Sanchez a uma emissora de rádio.

Mas metade da pirâmide foi destruída, porque a colina vem sendo usada durante décadas a cada Páscoa para uma representação da crucificação de Jesus Cristo. A celebração religiosa recebe a visita de centenas de milhares de fiéis.

Casas erguidas ilegalmente em um lado da colina também danificaram a pirâmide, que tem cerca de 18 metros de altura, metade da altura da Pirâmide da Lua, disse Sanchez, arqueólogo do Instituto Nacional de Antropologia e História.

O lado norte da pirâmide se abre para uma ampla praça, cujos limites são definidos por um muro baixo de pedra. Do lado sul há outro templo pequeno, com indícios de buracos nas paredes para oferendas.

Do local pode-se ver um bairro de subúrbio, que é considerado um dos mais pobres e perigosos da Cidade do México. Uma cerca periférica vai ser construída ao redor da descoberta para evitar que veículos entrem e danifiquem ainda mais a construção.

O local não será explorado totalmente porque hoje ele é considerado um centro religioso, disse Sanchez. A descoberta é mais um dos muitos exemplos no México de importantes locais pré-Hispânicos que se tornaram locais católicos de adoração.

Depois da conquista espanhola, os conquistadores e enviados da Igreja sobrepuseram suas crenças na vida indígena. Igrejas foram erguidas no local de santuários antigos e pirâmides em todo o México, incluindo Chalma e Cholula, perto da Cidade do México.






Reuters




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