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Telecomunicações
Quarta - 06 de Novembro de 2002 às 09:59

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BRASÍLIA (Reuters) - A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) avalia a criação da modalidade de pré-pago na telefonia fixa para aumentar o acesso do serviço a camadas mais baixas da população.

De acordo com o conselheiro do órgão regulador, Antônio Carlos Valente, seria a extensão de um mecanismo adotado pelas empresas de telefonia celular para ampliar o número de usuários atendidos.

Outra possibilidade é flexibilizar a qualidade dos serviços prestados, para que novas faixas sociais sejam contempladas.

"É prioridade absoluta idealizar soluções para aumentar o atendimento", disse Valente, nesta terça-feira, acrescentando que dos 45 milhões de domicílios brasileiros apenas 20 milhões são atendidos por serviços de telefonia fixa.

A Anatel está no meio de discussões sobre a renovação de contratos das empresas do setor e os termos para revisão devem permanecer em consulta pública até o final do ano.

Na segunda-feira, representantes das concessionárias Telefônica, Telemar e Brasil Telecom estiveram reunidos com a Anatel. Na quarta, o presidente da agência, Luiz Guilherme Schymura, recebe executivos da GVT, Embratel, Intelig, Sercomtel, CTBC e Vésper.

A expectativa é que os empresários concordem com a definição de novas metas de universalização, mas se o governo definir de onde virão os recursos para isso.

Uma das alternativas para o financiamento é por meio de subsídio direto, com redução das tarifas cobradas pela assinatura básica e pelo pulso telefônico. A fonte de recursos disponível atualmente para esse tipo de financiamento é o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).

No entanto, Valente disse que "o Fust tem enormes demandas para serem atendidas. Não dá para achar que ele vai conseguir resolver todos os problemas".





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