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Tecnologia
Segunda - 17 de Abril de 2006 às 10:12

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Noelle já deu à luz no Afeganistão, na Califórnia e em vários outros lugares. Ela é uma mulher-robô grávida, usada cada vez mais em escolas de Medicina e maternidades. A manequim de tamanho natural, de cabelos loiros e compleição pálida, é cada vez mais solicitada porque a Medicina vem abandonando a tradição secular de usar pacientes de verdade como cobaias, voltando-se para simulações de alta tecnologia. É melhor errar num robô de US$ 20 mil do que numa gestante de verdade.

Segundo o Instituto de Medicina, ligado à academia nacional de Ciências dos EUA, pelo menos 98 mil pessoas morrem anualmente, nos Estados Unidos, por causa de erros médicos que poderiam ter sido evitados.

"Estamos tentando erradicar alguns dos erros", diz o médico paul Preston, anestesista no Kaiser Permanente e criador do programa de treinamento para cuidados na gravidez adotado pela rede de hospitais, do qual Noelle é a estrela. "Roubamos desavergonhadamente idéias de todo mundo e de todo lugar onde haja bons programas de treinamento", disse.

Noelle, produzida pela empresa Gaumard Scientific Co. Inc., é usada na maioria dos 30 hospitais da rede Kaiser, e outras instituições já estão fazendo encomendas.

Modelos do robô variam desde o básico, que custa US$ 3.2 mil, até a versão computadorizada, de US$ 20 mil. Noelle pode ser programada para simular diversas complicações, e para sofrer dilatação. Ela pode levar horas para parir ou dar à luz em questão de minutos. No final, o que sai do robô é uma boneca que pode mudar de cor - de um rosado saudável ao azul da falta de oxigênio. O "bebê" emite sinais vitais quando ligado a monitores. Tanto Noelle quando a boneca têm pulso, urinam e respiram.








AP




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