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Tecnologia
Segunda - 24 de Abril de 2006 às 10:07

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Pesquisadores do Instituto para Cognição Humana e Mecânica da Flórida, nos Estados Unidos, desenvolveram um sistema revolucionário de visão noturna, que pode proporcionar a soldados visão desobstruída e em 360º.

Eles também podem receber informações de um sonar enquanto mantêm sua visão normal embaixo d'água. O segredo é a forma como as informações são transmitidas ao cérebro: a língua.

As informações são colhidas por equipamentos instalados em um capacete, como câmeras e sonares. Os cientistas esperam que o sistema dê a soldados de elite sentidos super-humanos, semelhantes aos de corujas, cobras e peixes.

O aparelho, chamado de "Porto Cerebral", foi projetado pela primeira vez há mais de 30 anos por Paul Bach-y-Rita, neurocientista da Universidade de Wisconsin. Ele começou seu trabalho dirigindo imagens de uma câmera através de eletrodos posicionados nas costas dos soldados, até descobrir que a língua é um transmissor muito mais eficiente.

Uma estreita fita de plástico vermelho conecta o Porto Cerebral à língua, onde 144 microeletrodos transmitem informações ao cérebro por meio de fibras nervosas. Ao invés de ser obrigados a carregar e a olhar para compassos e sonares manuais, os mergulhadores podem processar as informações através da língua, disse Anil Raj, o líder da equipe que trabalha no projeto.

Durante a fase de testes, cegos encontraram portas, perceberam pessoas caminhando na frente deles e conseguiram pegar bolas. Uma versão do aparelho, que deve ser comercializada em breve, conseguiu restabelecer o equilíbrio em pessoas cujo sistema vestibular no ouvido interno tinham sido destruídos por antibióticos.

Michael Zinszer, um veterano mergulhador do Exército norte-americano, participou dos testes. Ele disse que a sensação que fica na língua é a mesma de doces efervescentes. "Você percebe o contorno da imagem", disse. "Eu estava em uma piscina. Eles me pediram para localizar um pequeno objeto, e eu encontrei facilmente", descreve.

Raj disse que o objetivo do aparelho é manter as mãos e os olhos livres. "Ele vai deixar os olhos livres para os soldados fazerem o que eles realmente precisam", disse.

A pesquisa, a primeira a desenvolver equipamentos militares com o aumento dos sentidos, é financiada pelo Departamento de Defesa. O valor total investido não foi divulgado.






AP




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