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Tecnologia
Terça - 03 de Outubro de 2006 às 12:51

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O inconfundível rosto de Albert Einstein "ganha vida" em um robô que anda e é capaz de expressar surpresa, alegria, tristeza e ira.

Alex Hubo, como foi batizada a máquina com o rosto do famoso cientista, pode ser vista em ação no NextFest, evento organizado pela revista Wired no Centro de Convenções Jacob K. Javits, em Nova York, e que apresenta uma seleção dos últimos avanços tecnológicos.

A conferência é uma viagem ao futuro da robótica, da segurança, do transporte e do entretenimento, incluídos os veículos híbridos, videogames que incorporam realidade virtual e simulações, além de uniformes militares completamente equipados.

No setor de robôs está Alex Hubo, cuja cabeça, de aparência humana, foi desenhada pela empresa Hanson Robotics, e seu corpo pela divisão Hubo dos Laboratórios Kaist, na Coréia do Sul, especializados na área de robôs humanóides.

Atualmente, Hubo não passa de uma diversão, mas seus criadores acreditam que, no futuro, possa ajudar pessoas incapacitadas fisicamente.

"Os humanóides são os robôs do futuro. Eles farão a vida dos humanos melhores e mais felizes" disse à Efe Il Young Han, engenheiro da Kaist que esteve à frente deste projeto.

Não só quem olha o Alex Hubo reconhece Einstein em seu rosto; o robô também é capaz de identificar quem o rodeia, graças a câmeras instaladas em seus olhos.

Seus lábios se movimentam em sincronia com sua voz e seu rosto ri, entristece, se irrita ou se surpreende.

A conferência também apresenta Actroid Der, uma jovem e atrativa mulher japonesa criada por Kokoro, uma companhia do Grupo Sanrio - os criadores de Hello Kitty - no Japão.

Esta mulher facilmente confundível com um ser de carne e osso costuma ser usada como recepcionista de turistas em hotéis, apresentadora de novos produtos e guia de exibições.

Embora não possa andar, Actroid pisca e interpreta - sem tirar os pés do chão - uma dança tradicional japonesa, enquanto sua versão interativa e muito mais avançada pode entender frases comuns em inglês e japonês.

Actroid tem um sentido de humor bem robótico, já que ao ser perguntada se é um robô, responde com um estereotipado e monótono "Sim-sou-um-robô", acompanhado de movimentos rígidos e mecânicos.

Segundo Takeshi Mita, diretor da Kokoro, comentou à Efe, a Actroid é vendida no Japão desde junho do ano passado por US$ 300 mil, embora também possa ser alugada por US$ 800 diários.

Além disso, a convenção apresenta Paro, um pequeno animal de estimação desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia e Ciência Industrial Avançada do Japão.

Paro não é um animal de estimação comum e corriqueiro, mas uma foca branca e cabeluda de olhar doce com sensores e ativadores instalados em seu interior, que permitem que ela se movimente e responda a certos estímulos, como as carícias em seu pêlo.

Paro, que significa "robô de companhia", não só é usada em países como o Japão, Itália, França e Suécia como substitutos de animais de estimação onde estes não são permitidos, mas foi muito bem-sucedido como "animal terapêutico".

"Está sob teste em hospitais e lares de idosos, onde servem de companhia e ajudam a diminuir a ansiedade", disse à Efe Selma Sabanovic, pesquisadora social do departamento de estudos tecnológicos do Instituto Politécnico Rensselaer.

O animal de estimação robotizado é feito à mão, funciona com baterias localizadas em sua chupeta e seu preço é de US$ 3,5 mil.

"Foram vendidos 700 em três anos e entrou ao Livro de Recordes Guinness como o robô mais terapêutico do mundo", diz Sabanovic.

Outros usos similares são os dos Robôs Dançarinos criados pela Universidade de Tohoku, no Japão, vendidos por US$ 300 mil.

No futuro, estes dançarinos serão utilizados em tarefas mais práticas, como presentes para pessoas com problemas ortopédicos ou idosos com dificuldades para andar.






EFE




URL Fonte: http://homenews.com.br/noticia/3863/visualizar/