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Saúde
Quinta - 19 de Outubro de 2006 às 13:22

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Uma cientista brasileira pretende acabar com a tortura dos pacientes que sofrem de doença celíaca e não podem nem chegar perto de massas em geral por causa da presença de glúten nos alimentos desse tipo.

Renata Zandonadi, da UnB (Universidade de Brasília) conseguiu fabricar pão, biscoito, pizza, bolo e macarrão sem glúten que não perdem nada em sabor e qualidade aos consumidos pela maioria das pessoas.

O glúten é uma proteína encontrada no trigo, na aveia, na cevada e no centeio. Ele é responsável pela elasticidade e a consistência dos alimentos feitos com esses produtos.

Para chegar ao novo tipo de alimento, a pesquisadora brasileira usou uma fibra solúvel extraída de uma planta (Plantago psyllium ou Plantago areana ou Plantago ovata), comum no tratamento de regularização do funcionamento do intestino.

Quando misturada à água, a psyllium apresenta as mesmas características funcionais do glúten.

Cerca de uma a cada 260 pessoas é portadora da doença celíaca e, portanto, não pode consumir glúten. A doença celíaca ataca o intestino delgado e só se manifesta quando a pessoa consome alimentos com glúten. A enfermidade é bastante comum, mas na maioria dos casos, passa desapercebida.

O consumo de glúten por indivíduos com esse problema impede que o intestino delgado absorva adequadamente os nutrientes dos alimentos. Na maioria dos casos, isso causa desnutrição, dificuldade para ganhar peso, diarréia, flatulência, distensão abdominal e anemia. Outros sintomas menos comuns são infertilidade (causada pela deficiência de nutrientes), problemas neurológicos (como convulsões) e baixa estatura (quando o problema se manifesta na infância).

Não existe cura. A única forma de evitar os problemas causados pela doença é abrir mão dos prazeres da gula e abolir todo e qualquer alimento que contém glúten. Sem exposição à proteína, as lesões no intestino se curam e a pessoa volta a ficar completamente saudável.

Renata Zandonadi disse que não pretende tomar uma iniciativa para vender produtos à base da fibra, já que a pesquisadora não tem interesse comercial. Segundo Zandonadi, seu objetivo é apenas incentivar a comercialização desse produto e mostrar que ele é um substituto eficiente do glúten.



Redação HomeNews




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