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Tecnologia
Quarta - 08 de Novembro de 2006 às 13:22

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Um novo tipo de imageador de raios X, instrumento capaz de produzir imagens de alta resolução e auxiliar no estudo de objetos astronômicos. Trata-se do Sumit (Super Mirror Imaging Telescope Experiment), previsto para ser lançado a partir de um balão estratosférico nesta quarta-feira (8/11), da base do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em Cachoeira Paulista (SP), se as condições meteorológicas estiverem favoráveis.

O experimento será conduzido conjuntamente por equipes do Inpe e das universidades de Nagoya e Osaka, no Japão. Segundo o instituto, o objetivo é observar raios X energéticos por meio de técnicas de focalização utilizando óptica geométrica. Até então, essas técnicas estavam restritas a raios X com energias inferiores a 10 mil elétrons-volts (eV), mas as imagens produzidas pelo Sumit podem chegar a 100 mil eV.

O projeto está associado a uma colaboração científica das universidades japonesas com o grupo de astrofísica de altas energias, ligado à Divisão de Astrofísica do Inpe. O telescópio, com 8 metros de comprimento e cerca de 800 quilos, será alçado a 38 quilômetros de altitude por um balão estratosférico de 500 mil metros cúbicos de volume. A previsão é que o telescópio permaneça no ar durante 12 horas, a partir do pôr-do-sol do dia 8. Durante o vôo, serão registradas imagens da nebulosa do Caranguejo.

O experimento deverá voar em direção ao sudoeste do Estado de São Paulo. O local de resgate será definido previamente, após o lançamento de uma radiossonda. A plena recuperação do experimento, que pousará com a ajuda de um pára-quedas, permitirá um novo vôo, previsto para o dia 13.

Os principais objetivos científicos do experimento Sumit são a detecção de mecanismos de aceleração de partículas no Universo, a obtenção de medidas diretas da emissão de buracos negros ocultos por espessas nuvens interestelares em núcleos de galáxias e o estudo de nucleossíntese em restos de supernova para compreender o ciclo de reprocessamento de elementos químicos no Universo.

A razão pela qual muitos grupos estão competindo nessa área de pesquisa no mundo é a importância em obter capacidade de imageamento de alta resolução usando óptica em raios X acima de 10 mil eV, conhecidos como raios X “duros”. De acordo com o Inpe, trata-se de uma nova área de desenvolvimento tecnológico que leva a novos programas científicos em astrofísica de raios X.




Agência Fapesp




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