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Tecnologia
Segunda - 13 de Novembro de 2006 às 11:18

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O presidente-executivo do Google, Eric Schmidt, prevê um futuro em que os celulares sejam gratuitos para consumidores que aceitem assistir a anúncios em seus telefones móveis.

Schmidt disse no sábado que, à medida que os celulares vão se assemelhando mais a computadores de mão e que os consumidores passam até oito a dez horas por dia falando, escrevendo e usando a Internet nesses aparelhos, os anúncios se tornam uma forma viável de subsídio.

"O celular deve ser gratuito", disse Schmidt. "Faz sentido que os subsídios aumentem", acrescentou.

Schmidt foi entrevistado depois de um discurso que proferiu sobre a inovação comercial, organizado por grupos de estudantes italianos e a Escola de Administração de Empresas da Universidade Stanford.

Ele disse que o Google estuda como permitir que os usuários conservem o controle básico sobre suas informações pessoais.

Hoje o Google armazena dados dos consumidores em centenas de milhares de computadores próprios, para fornecer serviços adicionais a usuários individuais. A empresa pensa em possibilitar que os consumidores exportem seus históricos de buscas na Web ou arquivos por e-mail e os movam para outros sites, se quiserem.

"Queremos proporcionar aos usuários o equivalente à portabilidade de número", disse Schmidt em outra conferência dada no início da semana. A portabilidade é um programa ordenado pelo governo, pelo qual os consumidores podem manter seus números de telefone celular quando trocam de operadora.

A iniciativa, segundo Schmidt, representa o reconhecimento do direito do usuário de controlar suas informações pessoais, um esforço para antecipar-se a novos regulamentos e uma resposta à tendência crescente de abertura, em lugar de exclusividade, na Internet.

"Os dados nunca devem virar reféns. Queremos nos adiantar antes de ser aprovada uma lei que nos obrigue a isso."

O Google está fazendo experiências com o envio de anúncios em texto, vídeo e imagens de marcas a celulares de tela pequena. A empresa vem conseguindo sucesso em sua estratégia para conquistar aliados nas redes de telefonia do Japão, onde muitos usuários já assistem à TV e fazem compras pelo celular.

O executivo do Google disse que a empresa não pretende entregar telefones gratuitos diretamente e que não tem conhecimento de que fabricantes de telefones, como Nokia e Motorola, ou operadoras como a Vodafone estejam cogitando em dar um passo tão radical.

Ele reconheceu ainda que é possível que os telefones celulares nunca fiquem totalmente gratuitos. Os jornais ainda não são gratuitos, mais de cem anos depois de começarem a depender dos anúncios, mas custam pouco, observou Schmidt.

O Google, que vai obter quase toda sua receita prevista de 10 bilhões de dólares este ano da venda de anúncios de texto a internautas que usam seu serviço para fazer suas buscas na Web, tinha dito anteriormente que previa que, com o tempo, os anúncios em celulares se equiparem à receita obtida com propagandas veiculadas nas telas computadores.




Reuters




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