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Ciência
Segunda - 13 de Julho de 2009 às 12:03

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Um grupo de cientistas de Newcastle, no Reino Unido, anunciou a criação de espermatozóides de laboratório. A novidade pode ser de grande utilidade para entender a infertilidade masculina. Apesar disso, alguns experts não estão convencidos de que o esperma de laboratório tenha realmente sido criado.


Os pesquisadores de Newcastle publicaram um artigo na revista Stem Cell and Development dizendo que são necessários mais cinco anos para que a técnica seja aperfeiçoada.


As células tronco foram removidas com pouco tempo de vida e colocadas em tanques de nitrogênio líquido. Então foram trazidas à temperatura do corpo e colocadas em uma mistura química estimulando seu crescimento. Elas foram “etiquetadas” com um marcado genérico a fim que os cientistas pudessem identificar e separar dos óvulos e dos espermatozóides desenvolvidos.


As células tronco masculinas passaram pelo processo de meiose e foram divididas pela metade do número de cromossomos. O processo para criar e desenvolver os espermatozóides durou de quatro a seis semanas.


O grupo de cientistas da Universidade de Newcastle declararam que os espermatozóides estão maduros e com mobilidade, e produziram um vídeo com a pesquisa.


O professor Karim Nayernia, da Universidade de Newcastle e do NorthEast England Stem Cell Institute disse que “este é um avanço importante, pois irá permitir aos pesquisadores estudar em detalhes como os espermatozóides se formam e levar a uma melhor compreensão sobre a infertilidade entre os homens – por que ocorre e o que a causaria”.


Para Navernia, o estudo poderá ajudar a desenvolver novas formas de ajudar casais que sofrem de infertilidade para que possam ter um filho que seja geneticamente deles. “Isto também permitiria aos cientistas estudar como as células envolvidas na reprodução são afetadas por toxinas, por exemplo, ou por que meninos jovens com leucemia que passam por quimioterapia podem ficar inférteis para o resto da vida – e possivelmente levar a uma solução”, finaliza.





Fonte: BBC Brasil

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