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Ciência
Terça - 19 de Novembro de 2002 às 08:51

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CHICAGO (Reuters) - Cientistas conseguiram reparar vasos sanguíneos usando células de tecidos e projetá-las para funcionar como marca-passos artificiais, segundo descobertas apresentadas em um congresso médico no domingo.

As técnicas envolvem a manipulação de células de um órgão, como um músculo, para formar diferentes tipos de tecido, como uma célula cardíaca. Os pesquisadores esperam que a tecnologia, quando aperfeiçoada, ajude no reparo de células e vasos danificados em doentes.

Em um estudo, os cientistas coletaram células humanas de 11 pacientes cardíacos, as manipularam em cultura e as implantaram em animais com artérias rompidas.

"Quando aplicarmos o método no paciente, serão as células cutâneas e o próprio tecido dele", disse Todd McAllister, chefe-executivo da Cytograft Tissue Engineering em Novato, Califórnia.

Não houve formação de coágulos sanguíneos e os vasos não se romperam, o que encorajou a equipe a iniciar os testes com humanos dentro de um ano e meio.

Os pacientes submetidos a cirurgias de marca-passo no coração e nas pernas e a diálises poderiam se beneficiar do procedimento em humanos, segundo as descobertas apresentadas no encontro anual da Associação Americana do Coração, em Chicago.

Em outro experimento, cientistas extraíram células musculares de ratos, as manipularam com substâncias químicas e as injetaram de volta nos corações dos animais.

As células funcionaram como um marca-passo, conectando-se às células cardíacas para formar correntes elétricas, por mais de um ano após a implantação.

Os pesquisadores esperam usar o método para ajudar pacientes com bloqueio cardíaco, uma condição na qual a via elétrica é interrompida, levando à morte.





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