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Ciência
Quinta - 21 de Novembro de 2002 às 11:34

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(BBC) - O mau tempo está dificultando os esforços na Espanha para impedir que a mancha de óleo que vazou do petroleiro naufragado Prestige cause mais danos ao meio ambiente.

Ventos fortes e ondas altas impediram que pescadores formassem uma espécie de barreira com seus barcos para evitar que o óleo atingisse um estuário na costa noroeste do país.

Mesmo embarcações maiores, vindas de várias partes da Europa, que estavam em alto-mar com equipamentos capazes recolher o óleo, tiveram que voltar para a costa.

O tanque do Prestige continua vazando, e a mancha já atinge uma faixa de 80 quilômetros nas águas da Galícia, a região mais afetada pelo desastre.

Prejuízos

Cerca de 90 praias espanholas e portuguesas já foram afetadas.

A pesca será suspensa por, pelo menos, um mês na no litoral entre Roncudo e Cabo Tourinan.

Autoridades espanholas calculam que os prejuízos causados pelo desastre sejam superiores a R$ 140 milhões.

O Prestige, que tinha bandeira das Bahamas, mas pertencia a uma empresa grega, sofreu danos em uma tempestade, na quarta-feira da semana passada, quando começou o vazamento.

A segunda mancha se formou na terça-feira desta semana, depois que o petroleiro se partiu ao meio e começou a afundar, a cerca de 210 km da costa espanhola.

Aves marinhas

Ecologistas, soldados e voluntários estão trabalhando no salvamento de aves marinhas cobertas de óleo e na limpeza da grossa camada de piche que escureceu as praias.

O acidente provocou protestos internacionais por maior rigidez no controle das rotas de petroleiros em águas costeiras.

Aviões de reconhecimento sobrevoam a área do naufrágio – que tem 3.500 metros de profundidade – para monitorar a mancha e estimar as proporções do vazamento.

Especialistas em resgate acreditam que o combustível do navio já afundou no Oceano Atlântico, mas o carregamento não.

Acredita-se que os fortes ventos previstos para os próximos dias, que podem atingir 100 km/h na região, possam empurrar a mancha na direção da costa espanhola.

Ambientalistas alertam que os estragos que seriam causados pelo vazamento de todo o carregamento de cerca de 77 mil toneladas de óleo poderiam ser duas vezes piores que os danos causados pelo Exxon Valdez, na costa do Alasca, em 1989.

Especialistas dizem que as baixas temperaturas da água podem retardar a saída do óleo dos compartimentos rompidos e até solidificar o carregamento.




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