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Informática
Quinta - 28 de Novembro de 2002 às 11:26

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SEATTLE (Reuters) - Depois de mais de duas décadas ocupando espaço em escritórios domésticos e quartos, os computadores pessoais enfim estão migrando para um novo território: as salas de estar.

Com o recente lançamento de uma nova série de computadores equipados com controle remoto e capazes de executar DVDs e CDs e de gravar programas de televisão, os fabricantes de computadores estão apostando que a maior parte dos computadores domésticos não ficarão mais escondidos nos cantos da casa. Em lugar disso assumirão um papel como núcleo de entretenimento doméstico.

Na semana passada, na Comdex, a maior feira do setor de informática, a Gateway, uma das maiores fabricantes de computadores pessoais, lançou um sistema de entretenimento doméstico com uma tela plana de 42 polegadas ligada a um computador dotado de processador Pentium com velocidade de dois gigahertz, um receptor de TV, um drive de CDs e DVDs, memória ampliada e capacidades de vídeo avançadas.

Com preço de quatro mil dólares, boa parte do qual justificado pela tela de plasma, o sistema da Gateway permite que os usuários alternem entre TV digital, música, imagens e vídeos, com o mesmo esforço requerido para trocar de canal com um controle remoto de televisão.

Embora o sistema da Gateway represente o topo de linha nesse segmento, a maior parte dos computadores pessoais equipados para mídia que serão produzidos por uma longa série de fabricantes, entre os quais Hewlett-Packard, a japonesa NEC e a sul-coreana Samsung Electronics, terão preços entre mil e dois mil dólares, dependendo do monitor.

É certo que os entusiastas dos computadores pessoais vêm criando centrais de entretenimento em torno deles há anos, usando hardware de terceiros como placas de TV Haupagge ou software da SnapStream para transformar seus computadores em centrais de entretenimento digital.

Mas o avanço, dessa vez, de acordo com Richard Doherty do Envisioneering Group, é que os computadores de entretenimento recém-lançados custam uma fração do preço dos sistemas construídos sob medida.

"Temos verdadeiras pechinchas agora", diz Doherty.

Por Reed Stevenson




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