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Tecnologia
Sexta - 23 de Agosto de 2002 às 08:49

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Por Peter Henderson

SAN FRANCISCO (Reuters) - Os preços de impressoras de fotografias digitais estão caindo rapidamente e a qualidade da imagem, aumentando no mesmo ritmo, segundo os fabricantes das novas impressoras de fotos digitais. Eles acrescentam que estão sendo dados os últimos passos para levar a impressão de fotos para o mercado em geral.

Novas impressoras de jato de tinta conectam-se diretamente a câmeras ou computadores e produzem fotos em papel que, para muitos entusiastas, têm a mesma qualidade -- se não maior -- que as tradicionais fotos do laboratório da esquina de revelação em uma hora.

Dado o preço da tinta e do papel especial, imprimir fotos em casa não sai uma pechincha, mas é uma forma rápida de ter uma cópia ou duas, ou um jeito para que os perfeccionistas consigam exatamente o que querem -- e por essas razões é uma tendência que está pegando.

"Faz tempo que não uso um rolo de filme", diz Ed Lee, analista do mercado de impressoras na Lyra Research Inc.. "Tenho um passado tradicional de fotografia. Estou supreso de ter mudado no último ano sem hesitação."

A Hewlett-Packard Co., a Epson America Inc., e a Canon Inc produzem impressoras especificamente para a impressão de fotos. A Epson e a HP dizem que pesquisas indicam que os usuários preferem imprimir as fotos em casa em vez de revelá-las e ampliá-las nos tradicionais laboratórios.

As máquinas da linha Stylus Photo, da Epson, e PhotoSmart, da HP, saem por menos de 200 dólares cada e usam tinta que, quando impressa em papel especial fotográfico, produzem imagens comparáveis às fotos tradicionais. As duas companhias dizem que suas fotos duram anos, se não décadas.

A segunda maior empresa de impressoras dos Estados Unidos, a Lexmark International Inc., promove a impressão de fotos, mas não produz impressoras com esse fim específico.

BEM NA FOTO

Testes nas máquinas Epson e HP exibiram fotos que convenceram, embora algumas tenham apresentado falhas e pequenas diferenças entre as máquinas -- quando deveriam ser idênticas.

A gerente de produtos da Epson, Fabia Ochoa, disse que as impressoras de jato de tinta não conseguem reproduzir tão bem quanto a ampliação tradicional certas nuances de cor, mas o preto das impressoras é mais preto.

"Para o consumidor médio -- não o profissional --, diria que as fotos da impressora Epson são perfeitas e parecem mesmo uma foto de laboratório", disse Ochoa.

Os consumidores aparentemente concordam.

A Lyra Research, que estuda o setor, estima que os usuários fizeram cerca de 3,6 bilhões de impressões caseiras de fotos no ano passado, a maioria nos EUA, com o restante dividido entre Japão e Europa.

É uma gota no oceano comparado aos 96 bilhões de fotos de filmes no mundo no mesmo período, mas espera-se que as fotos de laboratório lentamente percam terreno para as impressoras.

As vantagens de imprimir em casa são a praticidade e a conveniência da digitalização, com as máquinas cada vez mais fáceis de operar, mas certamente não o preço.

O papel chega a 1 dólar por folha, e o cartucho custa em média 35 dólares -- razão pela qual a HP afirma que está no negócio de cartuchos de tinta. O custo estimado nos EUA por foto é de 50 centavos a 1 dólar, comparado com 30 centavos a 40 centavos de dólar para as fotos ampliadas em laboratório.





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