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Sexta - 07 de Fevereiro de 2003 às 11:51

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Pesquisadores da Universidade de Tóquio (www.star.t.u-tokyo.ac.jp) criaram uma maneira de tornar objetos e até pessoas "transparentes".

O grupo de cientistas é liderado pelo engenheiro matemático Susumu Tachi. Em seu laboratório, que mais parece uma exposição de engenhocas malucas, também é possível encontrar telefones-robôs e recriações de objetos reais em realidade virtual. Mas o invento mais divertido, sem dúvidas, é o que permite a invisibilidade.

Na ficção científica, a 'transparência' é obtida pela não-reflexão dos raios de luz em um determinado objeto. Como a luz não toca a superfície, o objeto não pode ser visto, logo ele desaparece. No entanto, para defletir um raio de luz sem usar uma superfície é necessário usar a força gravitacional --que não é passível de manipulação. A solução para o problema aparentemente insolúvel estaria na lembrança de que uma ilusão bem produzida é igual à realidade.

Esse é o segredo de Tashi. Os objetos não somem -- na verdade eles só parecem desaparecer. "Essa técnica que os pesquisadores japoneses chamaram de camuflagem óptica".

A idéia já foi absorvida pela ficção.No último filme de James Bond, "Um Novo Dia Para Morrer", o carro do agente britânico criado por Ian Fleming está equipado com a tal camuflagem.

"Essa idéia é bem simples", explica o cientista em seu site. "Se você projetar a imagem de fundo no objeto a ser mascarado, pode observar o objeto mascarado como se fosse virtualmente transparente."

Para fazer com que a projeção se espalhe por toda a cena de fundo criando uma ilusão mais convincente -- caso contrário a luz iluminaria o fundo denunciando o truqueo -- foi desenvolvido um material composto por esférulas de 50 micrômetros de diâmetro capaz de rebater um raio de luz para a mesma direção de onde ele partiu. (Um espelho só consegue fazer isso quando o raio de luz está vindo num ângulo exatamente perpendicular à sua superfície.)

A técnica da 'invisibilidade' já foi usada pela equipe de pesquisadores em vários experimentos, entre eles a "texturização" de um rosto humano em um robô sem face e sem expressão. A projeção dava à máquina não só uma aparência muito mais humana, mas também uma expressividade difícil de obter por meios mecânicos.




URL Fonte: http://homenews.com.br/noticia/754/visualizar/