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Informática
Segunda - 24 de Março de 2003 às 14:04

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Por Rodrigo Dutra, do HomeNews

Os “Militantes da Paz”, que protestam contra a guerra contra o Iraque liderada pelo Estados Unidos, estão recorrendo a Web para serem ouvidos. Seu principal objetivo é garantir que uma voz de oposição seja espalhada pelo mundo. Desta forma, a Web se transformou no ponto de encontro para quem quer participar de demonstrações e encontros sobre a questão.

Ativistas de todo o mundo estão utilizando o e-mail para coordenar campanhas e criando websites que devem servir como “portais da paz”. Estes instrumentos servem para que os visitantes contatem membros do Congresso, organizem debates locais e Fóruns, reportem sobre os acontecimentos e recrutem mais voluntários.

A Care2, uma rede on-line de ativistas, criou o Peace Action Center (www.care2.com/takeaction/peace). Neste local, ativistas podem localizar Congressistas e mandar para eles cartas e faxes. O grupo espera convencer o Congresso norte-americano com as mensagens anti-belicistas através de ações feitas e desenvolvidas pelo site.

O site está no ar há apenas duas semanas e já processou mais de 120.000 cartas desde então, disse um porta-voz da Care2.

Mas, a Care2 não é o único grupo que vem alcançando bons resultados. A United for Peace and Justice (www.unitedforpeace.org) é uma campanha nacional que reúne diversas organizações antiguerra. O seu site possui informações sobre a situação do conflito, listas de eventos que se opõem à política de George W. Bush e garante meios para que pessoas possam fazer doações para crianças e mulheres iraquianas.
Márcia Hnatowich é uma ativista da Brookline (de Massachussets) Peace Coalition, que utiliza a Unitedforpeace.org para organizar futuros eventos de seu movimento. Ela considera “uma situação crítica” ter que utilizar a Internet para coordenar campanhas.
“Quase toda informação que consigo sobre a guerra é proveniente da Web”, disse Márcia. Ela também garante que confia mais em informações que recebe de seus contatos on-line do que em notícias vindas dos meios de comunicação tradicionais. Mas o baixo custo e a facilidade de se organizar através da Internet também tem seus problemas: informações erradas podem ser rapidamente espalhadas.

Mesmo com todo esta agitação na Internet, muitos ativistas concordam que são poucas as chances de se conseguir acabar com o bombardeio norte-americano em Bagdá. Outro problema seria que mesmo os congressistas se utilizando do correio eletrônico para falar com constituintes, muitos manifestantes já notaram que eles não prestam atenção no excesso de mensagens antiguerra que chegam as suas caixas de entrada.
Mesmo assim, Márcia Hnatowich mantém uma postura positiva sobre a causa: “Eu me mantenho esperançosa que a voz da paz será ouvida”.






URL Fonte: http://homenews.com.br/noticia/933/visualizar/