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Ciência
Terça - 01 de Julho de 2003 às 09:40

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Uma pesquisa apresentada na Conferência de Embriologia e Reprodução Humana da Sociedade Européia, nesta segunda-feira, sugere que as mulheres lésbicas possuem duas vezes mais problemas hormonais do que as que não são lésbicas.

O trabalho reforça a teoria de que o desenvolvimento sexual pode estar ligado a uma questão hormonal.

O estudo foi apresentado pela Clínica Hallam, uma das duas clínicas que realiza tratamento de fertilidade em lésbicas em Londres.

Os dados foram levantados durante pesquisas do laboratório sobre problemas de fertilidade e sobre a síndrome de ovário policístico.

Sabe-se pouco sobre a origem da síndrome – doença que atinge uma a cada dez mulheres –, mas acredita-se que ela esteja ligada ao excesso de hormônio masculino no sangue.

Os médicos identificaram que muitas mulheres que estão sob tratamento, sofriam da síndrome de ovário policístico ou de problemas menos graves ligados ao funcionamento do ovário.

Casos

Os pesquisadores descobriram que 80% das mulheres lésbicas apresentavam sintomas ou problemas ligados ao ovário, enquanto os mesmo problemas atingiam apenas 32% das heterosexuais.

Os casos de ovário policísticos foram registrado na ordem de 38% das lésbicas e de 14% entre as heterosexuais.

A clínica realizou a pesquisa a partir da avaliação de 618 mulheres; 254 lésbicas e 364 heterosexuais, entre o final de 2001 e o começo deste ano.

A médica Rina Agrawal, líder da pesquisa, disse que os resultados mostram um maior desequilíbrio hormonal entre as mulheres lésbicas.

No entanto, a pesquisadora disse que não existem evidências de que a síndrome de policístico possa ser apontada como uma das causas do lesbianismo.

Porém, é possível, segundo ela, ligar o desiquilíbrio hormonal aos dois fatos: ao lesbianismo e à incidência de ovários policísticos.

Pesquisas anteriores já relacionaram a opção sexual ao desiquilíbrio hormonal.

A principal teoria é que a exposição a altos níveis a certos tipos de hormônios no início da vida, talvez mesmo na gravidez, pode influenciar a opção sexual.


Fonte: BBC Londres




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