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Tecnologia
Segunda - 09 de Setembro de 2002 às 12:56

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Por Tina Szabados

Dois cientistas da Universidade Chalmers de Tecnologia da Suécia, desenharam um robô alado capaz de aprender técnicas de vôo.

Krister Wolff e Peter Nordin equiparam o robô com asas de um metro feitas de madeira e pequenos motores capazes de move-las em várias direções. Um programa de computador alimenta o robô com instruções alternadas com as quais ele desenvolve sozinho seu conceito de decolagem.

"A evolução criou inúmeras criaturas voadoras, como a mosca doméstica", disse Nordin. "Pássaros podem fazer com suas asas coisas que nem se pode sonhar para os aviões, e muitas pesquisas nos mostram que as aeronaves do futuro terão de ter asas muito mais flexíveis para apresentar melhor desempenho. Queremos dar o primeiro passo nessa direção usando a evolução artificial".

Como? Programação genética. Usando esta técnica, os cientístas avaliaram as instruções sucedidas ao tentar fazer o robô levantar vôo e reuniram as que deram certo. As novas instruções foram obtidas através de combinações entre as instruções anteriores.

"Nesse caso, a evolução significa selecionar entre uma população de desenhos diferentes de asa", diz Inman Harvey, pesquisador-sênior do Grupo de Sistemas Evolutivos e Adaptáveis da Universidade de Sussex. "O problema é definir quais são os melhores desenhos, de forma a permitir que sejam 'pais' da próxima geração. No mundo natural, isso é bem mais simples: a mosca que cai não consegue se reproduzir. Já na evolução artificial, cada projeto precisa ser criado e testado em uma bancada ou simulador. Isso custa caro se tentarmos abarcar todos os aspectos aerodinâmicos e materiais".

Trapacear (ou seja, usar as asas como pernas para ficar de pé) foi uma das primeiras tentativas do robô. Depois a máquina usou dois livros próximos para se puxar para cima. Por último, o robô descobriu uma técnica mais eficaz de bater asas: girando-as em um ângulo de 90 graus e elevando-as antes de trazê-las de volta ao plano horizontal. Mesmo assim, ele ainda não foi capaz de decolar.

Com motores bastante potentes para seu peso, Wolff e Nordin acreditam ter dado à máquina grandes chances de sair do chão.

"O que nos impede no momento de criar robôs capazes de realmente voar como pássaros é a falta de projetos fracassados. Custaria milhões para criar robôs, destruí-los e aperfeiçoar suas estratégias de controle", prossegue Corne. "E isso sem mencionar os diversos desafios de engenharia que precisam ser superados para tornar as asas robóticas flexíveis e rápidas o bastante para que possam ser usadas em um vôo como o dos pássaros. Além disso, a segurança é outro fator que deve ser considerado, já que teremos robôs voando por aí sem muita habilidade para fazê-lo".

Os cientistas garantem que se forem concedidas as verbas necessárias, robôs de vôo livre estarão pontilhando os céus daqui ha três anos.





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