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Informática
Quinta - 31 de Julho de 2003 às 15:52

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(Reuters) - A Microsoft abriu o código-fonte do Windows para uma dúzia de países fora dos Estados Unidos, como parte de uma batalha para conquistar lucrativos contratos do setor público e amordaçar o crescente interesse pelo Linux, um concorrente de fonte aberta.

A Microsoft informou que 12 países, entre os quais Áustria, Rússia, China e Reino Unido, fecharam novos acordos de acesso, e que 35 outros estavam negociando com a empresa, desde o início do programa, em janeiro.

Alguns meses atrás, a Microsoft tomou uma iniciativa conhecida como Government Software Program, que envolvia conceder acesso ao Windows, seu principal produto, aos governos interessados em adaptar o software para que atenda, primordialmente, suas necessidades de segurança.

Há coisas importantes em jogo. Um número cada vez maior de corporações e governos está adotando o Linux para acionar seus computadores e redes, o que representa a maior ameaça já enfrentada pela Microsoft à sua posição dominante como fornecedora de sistemas operacionais.

A Microsoft aumentou a pressão em sua ofensiva contra os fornecedores de software e serviços para o Linux, que variam da titã do software IBM à distribuidora Red Hat, criando fundos e descontos especiais para conquistar clientes preocupados com custos.

Ganhando espaço

O Linux, que é relativamente fácil de instalar e é transparente porque a parte essencial do sistema foi desenvolvida por programadores voluntários, vem ganhando espaço no mercado de servidores.

No momento, o Linux equipa 15% dos servidores vendidos na Europa, ante sua fatia de mercado de 0,7% em 1998, constatou o grupo de pesquisa de mercado IDC.

Abrir o código-fonte do Windows seria impensável anos atrás, antes que o conceito do software aberto ganhasse força, mas a Microsoft se viu obrigada a responder aos novos tempos, permitindo aos clientes a adaptação de produtos exclusivos para que se adequem a suas necessidades.

A abertura do código que a Microsoft está promovendo não é total. A empresa está oferecendo uma "espiada mais de perto" do sistema para combater a pressão competitiva da comunidade de código aberto.

O analista da indústria Thomas Meyer, da empresa de pesquisa IDC, afirmou que o Linux conseguiu capturar mais mercado porque, diferente da Microsoft, é vendido por múltiplos fornecedores. "Linux tem um ar de imparcialidade. O Linux mantém as portas abertas", afirmou ele.

No lado corporativo, a Microsoft vai permitir a grandes empresas visualizarem, mas não alterarem, qualquer código do Windows 2000, XP e Server 2003. Companhias menores, que têm menos de 1.500 PCs com Windows, não terão qualquer autorização para isso.

Além disso, a Microsoft começou a permitir que licenciados tenham acesso aos códigos do Windows CE.Net e da tecnologia ASP.Net, encorajando o desenvolvimento de aplicações comerciais em áreas onde a gigante do software é relativamente novata e enfrenta intensa competição de tecnologias de conectividade como o Java, da Sun Microsystems.

Um exemplo disso é o assistente pessoal digital que a Hitachi desenvolve e é capaz de acessar a internet em alta velocidade. O produto baseia-se no Windows CE.Net, uma versão para dispositivos portáteis do Windows.




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