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Saúde
Sexta - 22 de Agosto de 2003 às 10:06

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Por Alessandra Teixeira, do HomeNews

Apesar de ser uma prática cheia de mistérios e mitos, a hipnose nada mais é que um estado de transe, que pode ser otimizado para curar traumas e até aliviar dores.

Segundo o médico e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Osmar Colas, a hipnose é um fenômeno fisiológico, um estado alterado de consciência. Uma pessoa hipnotizada está com a atenção desviada para alguma coisa passada ou que pretende fazer. Muitas vezes, entramos em hipnose sozinhos, quando, por exemplo, temos a sensação de ir longe, de perder a noção do tempo.

Nesses momentos, o poder crítico diminui e a mente fica mais aberta para receber sugestões e, conseqüentemente, relembrar momentos que causaram traumas ou fobias. A partir daí, o hipnotizador, que pode ser um médico ou não, consegue saber exatamente a raiz do problema, usando técnicas para curar e desmistificar medos criados no passado. Esses traumas, geralmente, são desenvolvidos na infância e crescem com a pessoa. Por isso, é comum associar hipnose com reconhecimento detalhado de cenas já vividas.

Segundo Colas, a hipnose ajuda no tratamento de doenças emocionais, mas também apresenta um resultado efetivo na eliminação de dores crônicas. Sabe-se que, durante a Segunda Guerra Mundial, soldados eram operados sob o efeito de hipnose, já que não havia anestesia disponível. A hipnose também funcionou para aliviar a dor nos feridos.

A prática, segundo o médico, melhora ainda os distúrbios imunológicos. O estado de transe e a meditação são capazes de reorganizar as funções dos órgãos. Para Colas, a concentração obtida com a hipnose pode levar comandos ao cérebro para que as células exerçam plenamente suas funções. Essa prática sistemática acaba diminuindo os distúrbios que atingem a defesa do organismo. Ultimamente, ela tem sido aplicada em doentes de câncer.





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