Homenews - homenews.com.br
Saúde
Segunda - 25 de Agosto de 2003 às 11:09

    Imprimir


Por Alessandra Teixeira, do HomeNews

O apêndice faz parte da junção do intestino grosso com o delgado. Possui o tamanho de um dedo pequeno (vide figura) e sua membrana produz uma secreção clara. Este órgão não possui função bem definida. O apêndice é uma passagem entre o intestino delgado e o grosso. Por aí, atravessam a alimentação digerida e os líquidos. Caso esta passagem esteja estreita ou obstruída, a parada da alimentação neste local propiciará o aparecimento de bactérias, gerando infecção local, conhecida como apendicite aguda. A apendicite crônica raramente acontece.

Os sintomas clássicos são: dor que se inicia leve próxima ao umbigo, evoluindo na direção do lado direito do corpo, na região pélvica, próximo a raiz da coxa. A dor piora podendo levar a náuseas e vômitos, perda do apetite, às vezes diarréia, muita dor ao movimentar o abdômen e febre. Se a infecção persistir, o apêndice pode se romper. Caso isto ocorra, a dor cessa momentaneamente, ficando mais intensa após algumas horas, exigindo cirurgia de urgência para evitar uma sépsis (infecção generalizada) e risco de morte.

Não existe prevenção contra a apendicite. Ela ocorre quando os restos alimentares digeridos acumulam-se no apêndice e, no local, ocorre um crescimento de bactérias provenientes do próprio intestino. Embora o câncer do apêndice seja raro, ocasionalmente a obstrução que leva à apendicite é causada por um tumor benigno chamado tumor carcinóide. O diagnóstico da doença é feito através de um exame físico criterioso do abdômen feito por um especialista associado a exames laboratoriais que indicarão a presença ou não de infecção. Um exame de sangue indica a presença de infecção através da contagem das células brancas, ajudando assim a detectar se o problema é no ovário, em outra parte do intestino ou se é uma infecção viral generalizada. Estas condições causam um quadro clínico muito semelhante ao da apendicite. Ocasionalmente, usa-se uma tomografia computadorizada do abdômen, ou uma ultra-sonografia deste, mas geralmente o exame físico é suficiente.

O tratamento cirúrgico chama-se apendicectomia, que é a retirada do apêndice através de uma incisão média no abdômen. Caso haja a ruptura do apêndice, há necessidade de uma cirurgia mais extensa. Uma em cada cinco pessoas nestas condições acabam com um abscesso abdominal (coleção de pus). Caso não ocorram complicações durante ou após a cirurgia, normalmente após 24 a 36 horas, o paciente já pode receber alta hospitalar, podendo voltar às atividades normais após 2 semanas da cirurgia.




URL Fonte: https://homenews.com.br/noticia/1336/visualizar/