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Tecnologia
Quinta - 28 de Agosto de 2003 às 08:23

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Pesquisadores da Hewlett Packard (HP) criaram um protótipo de livro eletrônico que pode carregar um biblioteca inteira num aparelho de tamanho semelhante ao de um livro comum.

O equipamento metálico tem cerca de um centímetro de grossura e é pouco maior que um palmtop.

A novidade tecnológica tem uma grande tela e algumas faixas sensíveis ao toque que permitem ao usuário “navegar” pelas páginas do livro.

Os livros eletrônicos (e-books) têm a memória carregada por meio de uma conexão padrão com um computador usando-se uma porta USB.

Livros

Os cientistas fizeram questão de manter algumas das características dos livros admiradas pelos leitores, ao mesmo tempo em que tentaram se livrar de sua imagem ultrapassada.

"Estamos estudando o poder do livro como forma de consumo de informação", disse Huw Robson, da HP.

"Usamos os livros há tanto tempo que nos sentimos muito confortáveis com a idéia de folhear algo."

Para agradar aqueles que gostam de folhear páginas, a equipe de Robson instalou um pequeno mas poderoso computador dentro do e-book que realiza animações de páginas sendo viradas sempre que o leitor deseja seguir à próxima.

As páginas são viradas ao se passar o dedo sobre uma das faixas de comando. Bater com os dedos sobre as faixas em diferentes ritmos possibilita uma leitura mais rápida ou apenas folhear as páginas do livro.

A tela também serve para a leitura de jornais. O leitor observa a página inteira em busca do que lhe interessa e utiliza os comandos por toque para fazer um "zoom" sobre o texto que deseja ler.

Há ainda opções para marcar páginas de particular interesse ou comandos para alternar rapidamente a visão entre dois capítulos distintos.

Apesar desses avanços, o mercado de livros eletrônicos ainda não decolou.

O principal problema a ser superado é que as telas de computador cansam os olhos.

Novos avanços, que poderiam fazer imitações da imagem do papel nas telas, poderia levar à superação desse problema.

"Novas tecnologias radicais de exibição estão no horizonte, o que poderia nos dar uma sensação maior de papel", disse Robson.


BBC Londres





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