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Saúde
Terça - 09 de Setembro de 2003 às 07:52

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Por Alessandra Teixeira, do HomeNews


Pacientes que recebem a doação de um coração tem um sério problema a enfrentar após a cirurgia: a rejeição do órgão transplantado. Mas um novo medicamento poderá trazer esperança de evitar pelo menos parte do problema – a chamada síndrome da rejeição crônica, ou "doença do transplante". Este problema ocorre pelo crescimento excessivo de células nas paredes dos vasos do novo órgão.


As principais causas de morte entre os pacientes que vivem pelo menos cinco anos depois de receberem um transplante de coração são a síndrome da rejeição crônica ou o câncer. Os medicamentos imunossupressores, usados para o controle da rejeição, poderão ser a causa da elevada incidência de cânceres.

Em cerca de 50% de todos os corações transplantados, as células musculares das paredes dos vasos sanguíneos crescem e se multiplicam, tornando os vasos mais estreitos, reduzindo e bloqueando a passagem do sangue no novo coração. O resultado é freqüentemente a morte ou a rejeição do novo órgão.

O novo medicamento experimental, chamado everolimus, produzido pelo Laboratório Novartis, foi criado para agir no sistema de defesa do receptor do transplante, de modo a que o novo órgão não seja rejeitado. Os excelentes resultados iniciais com a droga foram publicados na revista The New England Journal of Medicine. Mas antes que a droga venha a ser aprovada para uso clínico rotineiro e que seja considerada segura, ainda poderão se passar muitos anos.




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