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Tecnologia
Quarta - 01 de Outubro de 2003 às 09:15

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer ver os jogos da Copa do Mundo de 2006 já em uma televisão digital no Brasil. Com essa meta, que coincide com o ano de eleições presidenciais, o governo do PT trabalha com a previsão de escolher em meados de 2004 o padrão de TV digital para o país. Até lá, vários ministérios e universidades estarão trabalhando no desenvolvimento de um padrão brasileiro, que deve embutir tecnologias estrangeiras em um produto nacional.

A tecnologia de TV digital permite alta definição de imagem e som, múltiplos canais, interatividade e mobilidade, entre outros recursos. Na primeira fase do projeto, devem ser produzidos conversores (set top boxes) que serão acoplados aos televisores convencionais. Essa é uma saída mais barata e rápida de promover a transição do atual sistema para o digital, um processo que pode demorar de 8 a 20 anos.

O padrão brasileiro será apenas mais uma opção além do japonês (ISDB), o norte-americano (ATSC) e o europeu (DVB). Segundo o assessor especial do Ministério das Comunicações, Márcio Wohlers, essa iniciativa de criar uma tecnologia própria já favoreceu as negociações com os detentores dos padrões estrangeiros. "O poder de barganha hoje já é melhor e muito, já é substancialmente diferente do governo anterior. Eles (donos das tecnologias) estão abrindo muito", disse o assessor.

Se escolher um padrão estrangeiro, o Brasil vai negociar as chamadas compensações (offsets), o que já vinha sendo discutido pelo governo Fernando Henrique Cardoso. "Agora sou menos bobo. Se eu sei fazer uma coisa, sei negociar melhor", comentou o assessor. Mesmo que adote o padrão nacional, o país terá que pagar "royalties" para os detentores de certas soluções tecnológicas, mas esses preços vêm caindo, argumentou Wohlers.

Depois de ter criado na semana passada um grupo de trabalho interministerial para a TV digital, o governo vai definir nos próximos 30 dias a estrutura de gestão e acompanhamento do projeto. Devem ser criados conselhos para organizar e avaliar as contribuições de universidades, e definido um coordenador político do projeto, que pode ser a Casa Civil.


Reuters




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