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Informática
Quinta - 16 de Outubro de 2003 às 05:40

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O presidente da empresa que comprou a marca Napster afirmou que a popularidade da marca pode ser um fator decisivo no sucesso do novo site para baixar músicas pela internet.

Em entrevsita à BBC, Chris Gorog, presidente da Roxio, disse que uma pesquisa feita pela sua própria companhia indicou que 97% dos usuários da internet reconhecem a marca e a associação a música pela internet.

O Napster, que um dia foi o site mais popular para baixar músicas gratuitamente, deve voltar a operar integralmente no dia 29 de outubro – mas, desta vez, o serviço será pago.

Enquanto isso, continuam existindo vários sites na internet, como o Kazaa, em que se pode obter as músicas gratuitamente, como se podia fazer antigamente com o Napster.

Segurança e qualidade

Gorog também disse que, hoje, existe uma preocupação maior dos usuários da internet com a qualidade das músicas baixadas e com a segurança.

“Nós nos divertimos muito levando consumidores para um teste com o novo Napster em Los Angeles”, disse Gorog. “Os olhos deles brilharam, empolgados com o fato de que não tinham que lidar com downloads incompletos, arquivos com defeito, propagandas, vírus...”

“Mesmo os nossos consumidores mais jovens estão nos dizendo: tudo bem ter que pagar, porque não há mais nenhuma forma confiável de conseguir pela internet por causa desses problemas”, completou.

O analista David Card, da consultoria Jupiter Research, de Nova York, concorda que qualidade e segurança são dois fatores que estão se tornando mais importantes – mas não acredita que o Napster vai ter o mesmo impacto que tinha antes.

“Mas é preciso colocar isso em contexto”, explicou. “Havia milhões e milhões de pessoas usando o Napster gratuitamente, e não haverá esse mesmo número de pessoas acessando o site pago tão cedo. É muito diferente roubar e comprar música.”

De acordo com Card, existe espaço no mercado para o Napster, pois pesquisas indicam que vai aumentar o número de pessoas que buscam baixar músicas pela internet.

“Acreditamos que, em 2008, a internet vai ter um impacto sobre 25% do mercado de música nos Estados Unidos, e que metade desse percentual vai corresponder a downloads e serviços de música por assinatura na rede”, disse.

Processos

Além da questão da segurança, outro fator tem desestimulado os internautas a buscar sites para baixar música gratuitamente pela internet: a ameaça de processos por parte das gravadoras.

Nos últimos meses, aumentaram, especialmente nos Estados Unidos, os processos contra essas pessoas, que estão sendo investigadas numa grande operação internacional chamada "Operação Bucaneiro".

Um homem de 21 anos preso na Flórida por pirataria deve começar a ser julgado no início de novembro e pode ser condenado a até cinco anos de prisão.

De acordo com dados do Departamento de Justiça americano, até um ano atrás 16 pessoas haviam sido condenadas dentro da Operação Bucaneiro e 13 delas receberam penas de prisão.

De acordo com Card, uma pesquisa feita pela consultoria aponta que 17% dos adultos que usam internet nos Estados Unidos estão evitando entrar em sites para compartilhamento de arquivos de som na internet por medo das consequências legais.

“O número é um pouco maior, 19%, entre os que usam esses tipos de serviço regularmente”, disse.

“Por isso, eu acho que os processos vão ter um impacto sobre os serviços. Mas uma grande parte das pessoas que baixam as músicas é de adolescentes, e é difícil prever qual será o impacto sobre eles.”

“Eu não acho que a troca gratuita de arquivos musicais vai acabar, nem que serviços de música digital (como o do novo Napster) vão substituí-los totalmente. Mas há muitas pessoas que vão se interessar em pagar para baixar as músicas de forma legal, sem serem sujeitos a processos”, completou.


BBC




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