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Informática
Quinta - 04 de Dezembro de 2003 às 12:23

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Os criadores de vírus de computadores estão vencendo a batalha contra as autoridades e conseguindo escapar ilesos de crimes que custaram à economia global prejuízo de pelo menos US$ 13 bilhões este ano. A informação foi feita por um executivo da Microsoft nesta quarta-feira durante uma conferência sobre cibercrime na Alemanha, onde especialistas apresentaram um quadro realista sobre o progresso do combate a hackers, fraudadores, traficantes de drogas, pornografia infantil e outros crimes que usam a Internet.

De acordo com o diretor de integridade digital da Microsoft para Europa, Oriente Médio e África, David Finn, centros de falsificação estão se transferindo da Califórnia e Europa Ocidental para países como Paraguai, Colômbia e Ucrânia.

"Até agora eles estão conseguindo vitória. Eles estão vencendo por uma margem considerável. Poucos foram identificados ou punidos", disse Finn.

Ele citou estimativas da publicação Business Week de que os danos financeiros causados este ano por pragas como Blaster e o vírus SoBig.F, que derrubaram sistemas e causaram lentidão no tráfego mundial da Internet, chegaram a cerca de US$ 13 bilhões. O custo para proteger as redes contra ataques digitais é estimado em US$ 3,8 bilhões.

Finn afirmou que processos civis e criminais não estão conseguindo resultados positivos contra a pirataria de software que gera perdas de bilhões de dólares para as empresas do setor. Segundo o executivo, o número de produtos falsificados da Microsoft apreendidos mais que dobrou este ano para 4 milhões de unidades, em relação aos 1,75 milhões de dois anos atrás. Finn acredita que a margem de lucro de um software falsificado é de 900%, nove vezes mais alta que para a distribuição de cocaína.

Len Hynds, chefe da divisão de crimes de alta tecnologia da polícia britânica, acredita que os traficantes de drogas e de armas estão recrutando especialistas da indústria da computação com dinheiro ou por meio de ameaças.

O especialista disse que o número de fraudes bancárias que usam sites falsificados de bancos cresceu significativamente entre 2002 e 2003. Ele afirmou que a quantidade de casos subiu de sete ano passado para 40 este ano e que os sites falsos se tornaram "muito mais sofisticados".







*Com Reuters




URL Fonte: https://homenews.com.br/noticia/1772/visualizar/