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Informática
Sexta - 23 de Janeiro de 2004 às 08:26

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O Brasil terá sua primeira indústria de reciclagem de computadores e eletro-eletrônicos, com a inauguração, na cidade de Jaguariúna (SP), da A7 Gerenciamento de Resíduos Tecnológicos. A empresa está instalando em seu pátio industrial trituradoras, moedores, compactadores e granuladores para transformar materiais contidos em eletrônicos em matéria-prima para a indústria metalúrgica, de cabos elétricos, de sopro de plástico, cerâmica e outras.

A reciclagem de computadores é praticada há algum tempo no mundo, mas com sentido errôneo, já que as indústrias ditas recicladoras desse tipo de material apenas separam as peças de máquinas desmontadas e que viraram sucata para vendê-las no mercado novamente. As peças são, na maioria das vezes, exportadas para Ásia, África e Leste Europeu. A empresa paulista vai reciclar, além de material de computadores sem uso, sucata eletrônica de telefones fixos, telefones móveis, fax, copiadoras, aparelhos de rádio , televisores.

A inovação vem a atender exigência da Convenção da Basiléia, de 1989, da qual o Brasil é signatário. O protocolo proíbe o movimento de resíduos tóxicos entre as fronteiras dos 120 países que o assinam. A sucata eletrônica entrou na lista dos componentes vetados pela convenção há três anos. O arcabouço legal que reforça a proibição internacional é a resolução 257 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Em vigor desde julho de 2002, a resolução atribui às empresas a responsabilidade pelo material tóxico que produzem e as obriga a informar se o material pode ser descartado no lixo comum. Os fabricantes e importadores passaram a ser obrigados também a instalar postos de coleta para reciclar o lixo e confiná-lo em aterros especiais. Os infratores pagam multa de até R$ 2 milhões.




Agência Brasil




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