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Tecnologia
Quinta - 26 de Setembro de 2002 às 09:51

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VANCOUVER, British Columbia - O Canadá anunciou nesta quarta-feira planos de adotar tecnologias de biometria para permitir que passageiros que voam com mais freqüência usem a íris para evitar as longas filas da alfândega e de imigração. Ao invés de apresentar documentos de identificação ao entrar no país, passageiros previamente cadastrados poderão, a partir do ano que vem, se identificar a partir do reconhecimento da íris.

A íris é única para cada indivíduo e seu reconhecimento em terminais de biometria é considerado mais exato e seguro do que tecnologias que escaneiam impressão digital, retina e faces, de acordo com a Agência de Fazenda e Alfândega do Canadá.

O plano de segurança do Canadá foi adotado em decorrência dos atentados de 11 de setembro e envolve programas que passarão a facilitar a identificação de funcionários de confiança do governo que viajam com mais freqüência - ou passageiros que o governo classifica como ''clientes de confiança'', de acordo com comunicado oficial.

- A segurança é o fator mais importante, mas o fluxo livre de viajantes é essencial para a liberdade do país, uma vez que a maior parte dos passageiros é composta por cidadãos fiéis que cumprem as leis - disse o ministro da Fazenda, Elinor Caplan.

Os primeiros equipamentos serão instalados e testados em março de 2003 nos aeroportos internacionais de Toronto e Vancouver.

O programa CanPass, desenvolvido pela Nexus e avaliado em US$ 24 milhões (C$39 milhões), estará disponível apenas para cidadãos canadenses e residentes, mas representantes do governo acreditam que em breve ele também será usado para identificar cidadãos americanos e, eventualmente, passageiros de países com os quais o Canadá mantém relações que dispensam vistos.

Funcionários envolvidos no projeto acreditam que, no início, 200 mil pessoas tenham suas íris previamente cadastradas. O governo estima que 300 mil pessoas visitam e deixam o Canadá diarimente pelos principais aeroportos internacionais, estradas e ferrovias.

Fonte: GloboNews e Reuters






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