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Astronomia
Segunda - 09 de Fevereiro de 2004 às 10:22

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É muito perigoso para os astronautas consertarem o Telescópio Espacial Hubble. A afirmação foi feita pela Nasa (agência espacial norte-americana) e pode significar uma morte antecipada para o olho astronômico do mundo no céu.

No entanto, dois relatórios de engenheiros da Nasa contestam a afirmação da agência alegando que arrumar o telescópio não é mais perigoso do que usar astronautas para acabar de construir a Estação Espacial Internacional, que necessita de cerca de 25 vôos espaciais.

Os relatórios dos engenheiros, fornecidos por um astrônomo próximo do caso, contestam a decisão da Nasa de 16 de janerio de abrir mão de uma missão programada para reparar e melhorar o Hubble em 2005 e 2006. "A missão final do telescópio, SM4, será tão segura quanto os vôos de ônibus espaciais para a Estação Espacial Internacional," disse um dos relatórios.

O outro texto argumenta que as missões para o Hubble terão a mesma capacidade das missões para a estação de lidar com possíveis danos ao sistema de proteção térmica do ônibus espacial. Danos a este sistema durante a decolagem provocaram o acidente com o Columbia em 1º de fevereiro de 2003, que matou os sete astronautas a bordo.

De acordo com a agência de notícias Reuters, os dois relatórios foram escritos por engenheiros da Nasa que temem perder os empregos se tiverem os nomes tornados públicos. Sem a missão de serviço, os giroscópios que permitem ao Hubble apontar para objetos específicos falharão e as baterias da nave acabarão. Quando isso acontecer, o Hubble sairá de órbita e descerá em direção à Terra e se queimará ao reentrar na atmosfera.

Segundo Steve Beckwith, diretor do Space Telescope Science Institute, que administra o Hubble, a missão de serviço - que também instalaria uma nova câmera e outro instrumento - poderia dar mais seis anos de vida ativa ao Hubble.

Em entrevista à Reuters por telefone no sábado, após a publicação das análises pelo jornal The New York Times Beckwith disse que espera "muito que a Nasa reconsidere esta decisão, à luz destas novas análises que saíram na imprensa". Telefonemas para a Nasa não tiveram retorno de imediato. O administrador da Nasa, Sean O'Keefe, disse que decidiu cancelar a missão de serviço com base em recomendações do grupo que investiga o acidente do Columbia.

O'Keefe disse ainda que missões para o Hubble não contariam com o mesmo tipo de abrigo para os astronautas em caso de emergência que a estação espacial fornece, e que desenvolver tecnologias para viagens mais seguras ao Hubble para um único vôo não seria prático. Em resposta à pressão dos simpatizantes do Hubble, O'Keefe concordou em pedir uma segunda opinião. Mas ele disse diversas vezes que ele é quem tomará a decisão final. "Acho basicamente que o senhor O'Keefe superestimou o risco e subestimou os benefícios de um vôo de seriviço ao Hubble," disse Beckwith.

Fãs do Hubble fizeram campanhas em diversos sites, incluindo o www.savethehubble.org, que reuniu mais de 15 mil assinaturas em uma petição ao Congresso e para a Nasa não permitirem o fim do Hubble. Já foram realizados quatro missões de serviço ao Hubble, a primeiro em 1993.





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