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Arqueologia
Terça - 01 de Outubro de 2002 às 08:21

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LONDRES (Reuters) - Cientistas e especialistas em efeitos especiais da Grã-Bretanha e da Nova Zelândia usaram técnicas digitais a plicadas a outras de investigação criminal para elaborar um modelo de fibra de vidro que eles dizem demonstrar a aparência mais provável do faraó.

O molde da cabeça de Tutancamon, que entrou em exposição nesta segunda-feira no Museu de Ciência de Londres, não guarda muita semelhança com a máscara dourada.

Diferentemente do rosto famoso, de traços delicados, lábios carnudos e emoldurado por um adereço de cabeça típico dos faraós, o modelo mostra uma um jovem de rosto largo, com ossos da face altos, olhos menores e sobrancelhas grossas.

- Acho que as pessoas vão se surpreender com esse rosto tão diferente. Mas é bastante realista, dada a tecnologia empregada - disse um porta-voz do museu.

A equipe que fez a reconstituição foi obrigada a usar raios-X tirados em 1968 para obter bons dados do rosto do jovem que teria 18 anos quando morreu. Isso porque sua cabeça mumificada está ressecada e afundada demais dar pistas de dimensões adequadas.

Especialistas em efeitos especiais usaram programas de computador para recompor sobre a imagem do crânio os olhos e a pele. Os escultores então criaram o modelo final de argila recoberta com fibra de vidro.

A tumba de Tutancamon, um rei menino que governou o Egito no 14º século antes de Cristo e morreu misteriosamente na juventude, foi descoberta pelo arqueólogo britânico Howard Carter, em 1922.

A tumba estava repleta de artefatos e levou quase dez anos para retirá-los todos de lá.





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