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Ciência
Quinta - 12 de Fevereiro de 2004 às 08:49

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Pesquisadores da Universidade de Harvard e da Nasa (agência espacial norte-americana) fizeram a primeira observação de uma molécula em ação contra o ozônio, gás que protege a Terra da radiação ultravioleta do Sol. A molécula ClOOCl, conhecida como dímero de monóxido de cloro, ao absorver a luz do sol, divide-se em uma molécula de oxigênio e dois átomos de cloro que, livres, reagem com as moléculas de ozônio e causam sua quebra.

O estudo foi feito usando sensores instalados em aviões, com os quais os cientistas sobrevoaram o Oceano Glacial Ártico e identificaram a molécula em ação. Segundo a Agência Fapesp, a análise dos dados obtidos foi conduzida com uma simulação computadorizada da química da atmosfera terrestre, no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.


Ataque em cadeia

A molécula ClOOCl é composta da união de duas moléculas idênticas de monóxido de cloro. Segundo os cientistas, a divisão que ocorre com a incidência da luz solar gera um ataque em cadeia ao ozônio: os dois átomos de cloro que resultam da quebra reagem com duas moléculas de ozônio, formando duas moléculas de oxigênio mas também duas novas moléculas de monóxido de cloro, que começam outro ciclo de ataque.

O processo converte duas moléculas de ozônio em três moléculas de oxigênio e esta é a definição da perda de ozônio. A pesquisa pode melhorar as projeções sobre a redução da camada de ozônio.

O monóxido de cloro e seu dímero originam-se principalmente a partir de halocarbonos, como o CFC, gás que foi muito usado em sistemas de refrigeração e que permanece por décadas na atmosfera. Antes desta primeira observação, os cientistas só haviam visto o dímero criado em laboratório, e especulavam que ele só poderia existir naturalmente na estratosfera mais fria sobre as regiões polares, onde os níveis de monóxido de cloro são altos.






Agência Estado




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