Homenews - homenews.com.br
Informática
Quarta - 07 de Abril de 2004 às 10:07

    Imprimir


________________________________________________________________



Em dezembro, durante as reuniões da Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação, em Genebra, Sérgio Amadeu da Silveira, presidente do Instituto Nacional da Tecnologia da Informação (ITI), ligado à Casa Civil da Presidência da República, sugeriu a inclusão do seguinte item na declaração final: "Os países em desenvolvimento não querem ser somente consumidores de tecnologia, mas desenvolvedores". Silveira lembra que um representante dos Estados Unidos respondeu: "Isto é inaceitável".

O governo brasileiro vê no software livre, como o sistema operacional Linux, uma oportunidade de o País deixar de ser importador de tecnologia, passando também a desenvolvê-la. A migração na administração federal já começou. Em 12 meses, cinco ministérios - das Relações Exteriores, das Minas e Energia, da Educação, da Cultura e da Ciência e Tecnologia - têm como meta migrar todos os seus servidores e computadores de mesa para o software livre, que não exige pagamento de royalties e que pode ser copiado, estudado ou modificado livremente pelos usuários. A partir da experiência, será traçado um plano para adoção do software livre em toda a administração pública.

"Um governo sério não usa software proprietário em missões críticas", disse Silveira, que participou sábado do debate Software Livre na Administração Pública, no Diretório Estadual do PT, em São Paulo. "Não há como auditar se o software proprietário realmente faz o que eles dizem que faz." O Linux é o principal concorrente do Windows, um software proprietário. O presidente do ITI não citou nominalmente a Microsoft, mas em várias ocasiões criticou uma "empresa monopolista, condenada pela Justiça em seu próprio país".

Segundo Silveira, além dos cinco ministérios, outros já têm projetos avançados. O governo federal destinou R$ 162 milhões, até 2005, para sua política de software livre. Entre 26 e 30 de abril, o governo vai treinar mil funcionários na tecnologia, em Brasília, sendo 100 no nível gerencial, 300 técnicos e 600 usuários finais.

O deputado estadual Simão Pedro (PT) espera que seja votado ainda este ano seu projeto de lei que obriga a adoção do software livre pelo governo de São Paulo. Só em 2002, a administração direta estadual gastou R$ 10 milhões com licenças de software.







AE




URL Fonte: https://homenews.com.br/noticia/2171/visualizar/