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Tecnologia
Quarta - 07 de Abril de 2004 às 10:26

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Imagine chegar do trabalho em casa e ser recebido pelo robô da família, que reconhece sua voz e o lembra que você esqueceu do aniversário de sua mulher, antes de alertar que o hospital acaba de ligar. Você vai ao escritório e usa um painel sensível ao toque para ativar seu serviço de mensagens em vídeo, em uma tela que ocupa metade da parede. Um médico aparece e diz: "Estive monitorando sua urina pela Internet. Você está gordo demais, o nível de açúcar em seu sangue é muito alto e você anda exagerando na cerveja".

Isso talvez se pareça com uma cena de Os Jetsons, o popular desenho animado de ficção científica dos anos de 1960, que oferecia um vislumbre do que as casas e a sociedade poderiam se tornar em 2062, mas é possível que sua casa se torne mais semelhante à dos Jetsons dentro de apenas alguns anos.

Corporações japonesas, da fabricante de vasos sanitários Toto a gigantes da eletrônica como a Matsushita, estão investindo milhões no desenvolvimento de produtos para esse lar do futuro, onde todos os aparelhos estarão conectados a uma rede, acessíveis de qualquer lugar e a qualquer hora.

"Já que a quantidade de informação disponível aumentará de maneira considerável, muito dependerá da capacidade de busca inteligente", disse Tetsuji Miyano, diretor do escritório de planejamento de novos negócios da Matsushita Electric Works (MEW). "Mas acredito que veremos vidas melhores, em termos de economia de tempo e de custos de viagem", à medida que as casas se integrarem em rede, diz.

A MEW é uma subsidiária de materiais de construção da Matsushita Electric Industrial, que produz os eletrônicos da marca Panasonic. Embora uma casa repleta de aparelhos ligados em rede suscite questões complicadas como a da proteção de informações privadas, a casa do futuro será sem dúvida mais prática para os idosos e deficientes, menos prejudicial ao meio ambiente e mais conectada com o que existe do lado de fora.

A visão da Matsushita Electric Industrial para as residências, para lá de 2010, exposta em seu showroom de Tóquio, inclui um robô falante, um escritório que se assemelha mais ao posto de comando de uma nave espacial e um leitor de íris na porta da frente.

E a sala de jantar também oferece alta tecnologia, com mesa de jantar dotada de tela sensível ao toque exibindo imagens geradas por um projetor instalado embaixo. Uma tela larga e alto-falantes de vidro vibratório estão na parede adjacente. Um membro da família pode planejar uma viagem na mesa usando a Internet para explicar para onde quer ir.

Mas talvez uma das áreas de trabalho mais interessantes das empresas japonesas seja o banheiro. Enquanto no Ocidente os vasos sanitários têm apenas uma função básica, a descarga, no Japão eles podem ser equipados com assentos aquecidos, sensor de descarga e bidê de controle remoto.

A Toto já vende um vaso sanitário que testa a presença de açúcar na urina do usuário, o que é útil no tratamento de diabetes e na monitoração geral de saúde. O próximo passo para a empresa é desenvolver um vaso conectado à rede. "Nós estamos fazendo pesquisa conjunta com uma companhia de telecomunicações sobre a melhor maneira para reunir e armazenar dados (da privada) e enviá-los com segurança ao médico", afirmou Kaoru Nogami, gerente-geral da divisão de pesquisa e desenvolvimento da Toto.

A princípio, Nogami afirmou que deve levar três anos para a produção de tal vaso sanitário. Ele afirmou que a versão atual não é confiável porque um dos principais problemas é tornar a comunicação segura.







Reuters





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