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Ciência
Quarta - 07 de Julho de 2004 às 11:42

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Cientistas norte-americanos em parceria com uma empresa holandesa desenvolveram uma batata light, com 30% menos carboidratos.

Além de menos amido, o produto tem mais proteínas e fibras alimentares que uma batata normal, o que resulta em 28% menos calorias.

"Testamos essa batata por cinco anos consecutivos e acreditamos que ela esteja pronta para entrar no mercado", diz Chad Hutchinson, agrônomo especialista em batatas da Universidade da Flórida, nos EUA, e um dos responsáveis pelo projeto. "Testo cerca de 400 variedades de batata por ano, e essa realmente salta aos olhos."

Segundo os cientistas, a batata light não é geneticamente modificada. Ela foi desenvolvida utilizando métodos convencionais de seleção. Para chegar à batata desejada, os pesquisadores examinaram diversas plantas, procurando por mais de 80 características físicas e genéticas relacionadas ao rendimento, aparência e sabor.

Os benefícios do produto vão além da saúde. A nova batata apresenta facilidades para os agricultores que cultivarem a planta.

"Essas batatas precisam de menos adubo e levam menos tempo para crescer que as normais, o que é uma vantagem para o agricultor, já que elas ficam menos expostas aos fatores climáticos", diz Hutchinson. Os novos tubérculos levam em média 65 dias para crescer, enquanto que as batatas convencionais necessitam de até cem dias.

De acordo com os executivos da companhia holandesa, a HZPC (www.hzpc.com), ainda há vantagens referentes a conservação do produto. "A casca dessa variedade de batata se desenvolve mais rápido, o que aumenta a resistência ao dano mecânico. As batatas chegam às prateleiras com defeitos mínimos", diz Don Northcott, gerente de marketing da companhia.

Um pouco mais amarelas que as comuns, as batatas light têm um sabor ligeiramente diferente, e podem ser preparadas de todas as formas. Elas também possuem as vitaminas C e B6, têm pouco sódio e altas concentrações de potássio.

O produto deverá estar nas prateleiras dos supermecados norte-americanos já a partir do próximo ano. Ainda não há previsão de comercialização no Brasil.




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