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Ciência
Terça - 10 de Agosto de 2004 às 10:05

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Um adesivo poliuretânico desenvolvido a partir da reciclagem de garrafas PET (politereftalato de etileno) para ser aplicado na colagem de camadas de filmes que compõem embalagens flexíveis de alimentos. O material em questão, que já deflagrou um pedido de patente, foi desenvolvido em pesquisa no Instituto de Química (IQ) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

“O segredo foi reagir o material originado das garrafas PET com outros compostos químicos até chegar ao adesivo final, que contém em média 33% do material reciclado”, disse a pesquisadora Rosemary de Assis, responsável pelo estudo.

Rosemary comparou o adesivo reciclado com outros similares utilizados de forma comercial para verificar os resultados do novo produto. “Das amostras testadas, três apresentaram resultados de aplicação bem parecidos com os dos comerciais e duas tiveram qualidade de adesão ainda maior”, revelou.

O adesivo pode ter ainda características alteradas para outras aplicações, como para colar papel, couro e outras embalagens. “Sem contar que uma das grandes vantagens é estarmos trabalhando com um produto reciclado. Isso faz com que o custo de matéria-prima chegue a ficar até 20% mais barato”, afirma a autora da pesquisa, feita como dissertação de mestrado orientada pela professora do IQ Maria Isabel Felisberti.

Rosemary lembra que, além do baixo custo, a reciclagem química do PET minimiza a agressão ao meio ambiente e ainda gera emprego e renda para famílias carentes. “A idéia é ampliar os ganhos econômicos, ambientais e sociais com a utilização dessa nova tecnologia. Estima-se que a reciclagem, não só de plástico, mas de todos os materiais, gere atualmente cerca de 500 mil empregos, direta e indiretamente, no Brasil”, disse.

Apesar de o índice de reciclagem das garrafas PET ter aumentado de 17%, em 1994, para 35%, em 2002, Rosemary lamenta que esse tipo de reciclagem química ainda é pouco praticada no país. “Segundo os dados da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), somente 10% do plástico reciclado hoje no país é destinado à reciclagem química”, disse.





Agência Fapesp




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