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Saúde
Quarta - 11 de Agosto de 2004 às 10:02

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As pessoas que têm empregos que exigem muito trabalho mental podem ter menor probabilidade de desenvolver o mal de Alzheimer quando idosas, sugere um estudo.

Pesquisadores nos Estados Unidos examinaram 357 pessoas com mais de 60 anos de idade. Delas, 122 tinham mal de Alzheimer.

Foram examinados os currículos dos pesquisados, inclusive as características do trabalho que eles faziam entre os 20 e 50 anos de idade.

Em artigo na publicação especializada Neurology, os autores do estudo disseram que, de maneira geral, as pessoas acometidas do mal de Alzheimer haviam tido carreiras que exigiam menor esforço mental.

O estudo revelou que a maioria das pessoas tinham empregos com o mesmo nível de atividade mental quando estavam com cerca de 20 anos.

Mas isso mudou com o passar do tempo. Aqueles que não desenvolveram o mal de Alzheimer acabaram fazendo trabalhos que exigiam ainda mais o uso da mente.

Os que acabaram diagnosticados como casos de mal de Alzheimer não fizeram isso. Eles tinham maior probabilidade de ter sua vida profissional direcionada para empregos que exigiam mais do físico e a exigência mental de seus empregos não mudaram significativamente com o passar das décadas.

Mais pesquisas

Os pesquisadores, baseados na Universidade Case Western Reserve, em Ohio, disseram que são necessários mais estudos para descobrir se há realmente uma ligação entre trabalho e Alzheimer.

Mas estudos anteriores indicaram que manter o cérebro em atividade pode proteger contra o mal de Alzheimer.

Uma pesquisa publicada no ano passado sugeriu que dançar, tocar instrumentos musicais, ler e jogar xadrez, damas e jogos de tabuleiro, podem reduzir os riscos de desenvolver a doença.

Kathleen Smyth, que participou deste último estudo, disse que empregos que exigem grande esforço mental podem estimular a atividade cerebral e ajudar a combater o mal de Alzheimer.

"Pode ser que níveis mais altos de atividade mental resultam no aumento da atividade das células do cérebro, o que pode ajudar a manter uma 'reserva' de células no cérebro que resistem aos efeitos do mal de Alzheimer", disse ela.

Mas os pesquisadores disseram que outros fatores podem estar envolvidos no processo. Seu estudo não leva em conta o background sócio-econômico dos participantes.

"Variações em renda, acesso à assistência médica, melhor nutrição e outros fatores relacionados ao status sócio-econômico podem ser responsáveis em parte pelos resultados do estudo", disse Smyth.

Clive Ballard, da Sociedade para o Mal de Alzheimer da Grã-Bretanha, recebeu bem o estudo, mas pediu cautela em relação às conclusões.





BBC




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