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Informática
Segunda - 14 de Outubro de 2002 às 11:12

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PEQUIM (Reuters) - A China proibiu os menores de idade de frequentarem cibercafés, promulgando novas regras para regulamentar a operação desses estabelecimentos populares para videogames e serviços de Internet, que segundo a mídia estatal envenenam as mentes dos jovens.

Os regulamentos, divulgados pela agência oficial de notícias Xinhua, surgem quatro meses depois de um incêndio em um cibercafé que matou 25 pessoas --em sua maioria estudantes-- que ficaram presos na loja, em Pequim. O incidente causou choque nos líderes do país.

As novas regras também proíbem a construção de cibercafés em raio de 100 metros das escolas primárias e secundárias, de acordo com o site da Xinhua na Web (http://www.xinhuanet.com).

Os estabelecimentos que violarem o regulamento podem ser multados em até 15 mil yuan (1,8 mil dólares) e ter suas licenças revogadas, disse a Xinhua. A agência afirma que os cibercafés agora só poderão funcionar das 8h às 24h.

A China forçou milhares de cibercafés em todo o país a fecharem as portas para inspeção em um esforço de inspeção do setor, que não era regulamentado, depois do incêndio de junho. Dois jovens foram sentenciados à prisão perpétua por causarem o incêndio.

Depois do incidente, a mídia estatal publicou um número imenso de comentários e cartas de pais irados de todo o país, alguns dos quais alegavam que seus filhos se tornaram "zumbis" ao desperdiçarem seu tempo e dinheiro em cibercafés e lojas de videogames.

As autoridades informaram, depois das inspeções, que 90 por cento dos cibercafés de Pequim operavam sem licença.

Os novos regulamentos foram formulados pelo Conselho de Estado, ou gabinete, e assinados pelo primeiro-ministro, Zhu Rongji, no final de setembro, e entram em vigor em 15 de novembro.

O Partido Comunista da China também tenta manter firme controle sobre sites que considera inadequados na Internet, e proíbe o acesso a diversas páginas da Web.





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