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Informática
Quinta - 23 de Setembro de 2004 às 10:02

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Um site árabe colocou no ar um vídeo em que o engenheiro britânico Kenneth Bigley, tomado como refém no Iraque, faz um apelo ao primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, para que sua vida seja poupada.

Dois colegas norte-americanos de Bigley, capturados com ele na última semana, já foram mortos pelos seqüestradores.

"Eu preciso que o senhor me ajude agora, sr. Blair, porque o senhor é a única pessoa na Terra que pode me ajudar."

"Acho que esta é provavelmente a minha última chance", disse o engenheiro, chorando repetidamente.

"Eu não quero morrer. Eu não mereço. Por favor, liberte as mulheres prisioneiras no Iraque."

"Por favor, por favor, ajude-me a ver a minha mulher, que não pode seguir sem mim."

Negativa

Clique aqui para assistir a uma reportagem, em inglês, com as imagens

Antes da divulgação do vídeo, os Estados Unidos desmentiram notícias do Ministério da Justiça do Iraque de que uma das duas cientistas mantidas em uma prisão administrada pelos americanos seria libertada.

Uma autoridade dos Estados Unidos disse que as duas prisioneiras estão sob custódia norte-americana física e legalmente, e sua libertação não é iminente.

Os militantes mataram dois reféns americanos e ameaçam matar um terceiro refém, o britânico Kenneth Bigley.

Os seqüestradores exigem a libertação de todas as mulheres iraquianas mantidas em prisões administradas pelos Estados Unidos.

Mulheres

Os Estados Unidos afirmam que mantêm apenas duas mulheres encarceradas, Rihab Rashid Taha e Huda Salih Mahdi Ammash, e que não estão cientes da existência de qualquer plano para libertá-las.

O governo britânico disse à BBC que não fez nenhum pedido oficial para a libertação das mulheres.

O ministro da Justiça do Iraque, Malik Al-Hassan, havia anunciado que uma das duas cientistas iraquianas seria libertada na quinta-feira.

Al-Hassan disse que a medida não está ligada a exigências feitas por militantes que mataram dois reféns americanos e ameaçam fazer o mesmo com um britânico.

A cientista Rihab Rashid Taha, uma especialista em armas biológicas apelidada de "Dra. Germe" durante o governo de Saddam Hussein, seria solta após uma revisão de sua prisão, segundo Al-Hassan.

O ministro da Justiça iraquiano acrescentou que a outra cientista acusada de ligação com os programas de armas de Saddam, Huda Salih Mahdi Ammash, também seria solta em breve.

Ammash, conhecida como "Senhorita Antraz", figurava na lista de 55 integrantes do alto escalão do regime de Saddam incluídos num baralho dos procurados.

Combates

As duas cientistas foram detidas pelos americanos sob a acusação de terem feito parte da equipe responsável pelos programas de desenvolvimento de armas de Saddam.

E mais de 20 pessoas foram mortas em ataques de forças norte-americanas no distrito xiita de Bagdá conhecido como Sadr City.

Fontes de um hospital iraquiano dizem que 70 pessoas ficaram feridas.

Também ocorreram duas explosões de carros-bomba.

Um militante suicida detonou um carro-bomba diante de uma loja onde iraquianos aguardavam para se candidatar para uma vaga na Guarda Nacional.

Os iraquianos faziam fotocópias de documentos que levariam ao posto de recrutamento, nas imediações.

Pelo menos seis pessoas morreram e 50 ficaram feridas.

A segunda bomba explodiu em um bairro rico de Bagdá, Mansour.

Há notícias de que a explosão ocorreu perto de um comboio militar americano.

Não há informações de vítimas.

Na cidade de Tikrit, no norte do país, pelo menos um soldado americano morreu quando passou sobre uma mina na beira da estrada.




BBC, em Londres




URL Fonte: https://homenews.com.br/noticia/2533/visualizar/